

Escalada da guerra comercial entre China e EUA reacende tensão no comércio global | Foto: reprodução/Reuters
O ministro das Relações Internacionais da China, Wang Yi, afirmou nesta terça-feira (8) que o país “vai revidar até o final” caso os Estados Unidos avancem com a imposição de novas tarifas sobre importações chinesas. A declaração vem após uma nova ameaça do ex-presidente Donald Trump, que estipulou um prazo até as 13h (horário de Brasília) para que a China remova as tarifas de 34% sobre produtos americanos.
“Guerras comerciais e guerras tarifárias não têm vencedores, e o protecionismo não tem saída”, alertou Wang Yi, reforçando a posição do governo chinês de que responderá com firmeza a qualquer medida unilateral dos EUA.
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Mais cedo, o Ministério do Comércio da China classificou a ameaça americana como uma “prática unilateral de intimidação”, afirmando que as medidas de retaliação já em vigor são apenas o começo. “A China tomará contramedidas resolutas para salvaguardar seus próprios direitos e interesses”, destacou o comunicado, divulgado na madrugada de terça-feira no horário local.
O governo chinês defende que as ações visam proteger sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, além de manter a ordem no comércio internacional. A nota oficial acusa os Estados Unidos de adotarem uma estratégia de chantagem e reforça que Pequim não aceitará imposições externas.
A escalada da tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo gera incertezas nos mercados e preocupa organismos internacionais, que já alertaram sobre os riscos de um colapso no sistema de livre comércio global caso as disputas tarifárias se agravem.
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