

Consumidores podem consultar dados oficiais para avaliar a solidez de bancos e evitar prejuízos financeiros | Valter Campanato/Agência Brasil
01 de fevereiro de 2026 – Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, cresceram as notícias e rumores sobre a situação de bancos em operação no Brasil. Nem todas as informações que circulam são verdadeiras, e saber diferenciar alertas reais de desinformação é essencial para proteger o dinheiro e tomar decisões seguras.
Especialistas recomendam cautela antes de qualquer movimento motivado por medo. A orientação é consultar fontes oficiais, analisar indicadores públicos e desconfiar de promessas de rentabilidade fora do padrão. A informação qualificada segue sendo a melhor defesa do consumidor e do investidor.
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O primeiro passo é confirmar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil. A consulta pode ser feita no site do BC, no caminho “Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição”. Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.
Há plataformas públicas que concentram dados confiáveis sobre a situação das instituições. A Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central, permite acessar balanços e resultados. O Banco Data organiza informações com indicadores visuais de risco. Já os sites de Relações com Investidores (RI) reúnem dados financeiros e relatórios obrigatórios de cada banco autorizado.
Alguns indicadores ajudam a medir a saúde financeira de um banco. O Índice de Basileia mostra a relação entre capital próprio e riscos assumidos, com mínimo exigido de 11% no Brasil. Lucro recorrente, nível de inadimplência, índice de imobilização e ratings de crédito atribuídos por agências especializadas também devem ser observados. Rebaixamentos sucessivos e índices em queda são sinais de alerta.
Para quem investe, é fundamental verificar se a instituição é coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Contas correntes, poupança, CDBs, LCIs e LCAs estão entre os produtos cobertos, enquanto debêntures, CRI, CRA e títulos públicos não entram na garantia.
Taxas muito acima da média do mercado costumam indicar maior risco. Bancos menores podem pagar mais, mas ofertas agressivas e retornos extraordinários exigem atenção redobrada. No caso de CDBs, especialistas apontam que taxas muito acima de 115% do CDI merecem cautela.
Embora não seja possível prever com exatidão a quebra de um banco, alguns indícios ajudam a avaliar riscos: prejuízos recorrentes, queda do Índice de Basileia, investigações, rebaixamento de rating e entrada em regimes especiais do Banco Central. Esses fatores devem acender o sinal amarelo para investidores e correntistas.
Para reduzir riscos, analistas recomendam comparar aplicações com alternativas consideradas mais seguras, como o Tesouro Direto e produtos de grandes bancos com histórico de solidez e proteção do FGC.
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