

Alta histórica da Bolsa de Valores e queda do dólar são impulsionadas por dados econômicos e cenário político | Foto: Murad Sezer/ Reuters
11 de fevereiro de 2026 – O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou esta quarta-feira em forte alta e renovou seu recorde histórico ao ultrapassar, durante o pregão, a marca dos 190 mil pontos. No fechamento, o índice avançou 2,14%, aos 189.911 pontos, refletindo o otimismo dos investidores diante do cenário político doméstico e de indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,1869, atingindo o menor patamar desde maio de 2024. O movimento reforça a entrada consistente de recursos estrangeiros no país, impulsionada pela reorganização de carteiras globais em favor de mercados emergentes, como o Brasil.
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O desempenho positivo do Ibovespa foi sustentado, principalmente, pelas ações de grandes exportadoras de commodities. Papéis de empresas como Petrobras e Vale registraram altas superiores a 3%, beneficiadas pela valorização internacional dos preços e pela percepção de menor risco no mercado brasileiro.
A leitura entre analistas é de que o forte fluxo de capital externo tem sustentado o apetite por ativos locais, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas sobre juros e crescimento econômico.
O noticiário político também teve peso relevante na sessão. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A diferença caiu para cinco pontos percentuais, contra sete em janeiro e dez em dezembro.
Para o mercado financeiro, o resultado reforçou a percepção de maior competitividade eleitoral e aumentou as expectativas em torno de possíveis mudanças na condução das contas públicas a partir de 2027, o que contribuiu para o clima positivo nos ativos brasileiros.
No cenário internacional, dados do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) também influenciaram os mercados. A economia norte-americana criou 130 mil vagas de trabalho em janeiro, bem acima da expectativa de cerca de 70 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,3%, enquanto os salários avançaram 0,41% no mês.
Embora números fortes geralmente pressionem mercados emergentes, devido à possibilidade de juros altos por mais tempo nos EUA, parte dos investidores destacou o lado positivo da atividade aquecida, que melhora as perspectivas de lucro das empresas e sustenta o apetite global por risco.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o atual ambiente de incertezas recomenda cautela antes do início do ciclo de cortes na taxa básica de juros, hoje em 15% ao ano. Ainda assim, o mercado segue projetando a primeira redução já em março.
Os investidores também acompanharam a divulgação de balanços corporativos. A TIM reportou lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as estimativas do mercado e contribuindo para o bom desempenho do setor de telecomunicações.
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