

Expectativa é de diálogo, não de retaliação, segundo o governo brasileiro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo brasileiro manifestou confiança de que o país será poupado das retaliações comerciais prometidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que podem ser anunciadas nesta quarta-feira (2). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que seria surpreendente se o Brasil fosse afetado por essas novas tarifas, especialmente levando em consideração o superávit comercial dos EUA com o Brasil.
Em viagem a Paris, Haddad destacou que o comércio bilateral entre os dois países é superavitário para os EUA, já que o Brasil importa mais do que exporta para o país norte-americano. Para ele, essa relação favorável aos Estados Unidos não justificaria uma imposição de tarifas sobre os produtos brasileiros. “Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada”, afirmou o ministro, ressaltando o histórico de cooperação entre os dois países.
O contexto se agrava com a aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, de um projeto de lei da reciprocidade comercial. O projeto permite que o Brasil tome medidas retaliatórias em resposta a tarifas unilaterais de países que prejudicam a competitividade das exportações brasileiras. A proposta agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, elogiou a aprovação da lei de reciprocidade comercial pelo Senado, mas defendeu o caminho do diálogo. “O caminho é o diálogo e procurar ter uma complementariedade econômica”, afirmou Alckmin, que também ressaltou a importância de se manter boas relações econômicas com os Estados Unidos, especialmente considerando o superávit de US$ 25 bilhões que o país possui com o Brasil.
De acordo com Alckmin, dos dez principais produtos exportados pelos EUA para o Brasil, oito estão isentos de tarifas, e a tarifa média final de todos os produtos e serviços é de apenas 2,7%. Com esses dados, o ministro acredita que o Brasil não deve ser considerado um problema para os Estados Unidos.
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