

Nova regra da Anvisa entra em vigor e exige retenção de receitas de agonistas GLP-1 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
23 de junho de 2025 — Farmácias e drogarias de todo o Brasil começaram, nesta segunda-feira, a reter as receitas médicas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida segue determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em abril, e visa conter o uso indevido desses remédios, que se popularizaram principalmente por promessas de emagrecimento rápido.
Entre os medicamentos afetados estão os princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida — usados em marcas como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.
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Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em notificações do sistema VigiMed, que identificou um volume elevado de eventos adversos no Brasil decorrentes do uso fora das indicações aprovadas. A agência alerta que o uso desses medicamentos sem acompanhamento médico aumenta os riscos à saúde, principalmente por se tratar de substâncias com perfil de segurança ainda em avaliação no longo prazo.
“O incentivo ao uso apenas estético, sem supervisão médica, coloca em risco a saúde dos usuários”, afirmou o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Rodrigues Mota.
Com a nova regra, a prescrição deverá ser feita em duas vias, e a farmácia ficará com uma delas, como já ocorre com os antibióticos. A receita será válida por 90 dias, e as farmácias também deverão informar o controle dessas vendas ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).
A medida não impede o uso off label — ou seja, fora da bula — desde que sob responsabilidade médica e com consentimento do paciente.
A retenção das receitas já vinha sendo solicitada por instituições como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Sociedade Brasileira de Diabetes e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Em nota conjunta, essas entidades alertam para a venda indiscriminada dos agonistas GLP-1 e para os riscos da automedicação, inclusive com relatos de dificuldades de acesso por pacientes que realmente precisam do tratamento.
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