

Paraná abriga nova biofábrica de mosquitos com bactéria que impede a transmissão de vírus | Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz
20 de julho de 2025 — O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP) inauguraram neste sábado (19) a Wolbito do Brasil, a maior biofábrica do mundo dedicada à criação do mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. A tecnologia, que impede a multiplicação dos vírus da dengue, zika e chikungunya nos insetos, poderá mudar o panorama das arboviroses no Brasil.
Com capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana, a unidade conta com 70 funcionários e atenderá, inicialmente, apenas o Ministério da Saúde, que define as cidades contempladas com base nos índices de transmissão das doenças.
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O método Wolbachia é testado no país desde 2014, com as primeiras liberações realizadas nos bairros de Tubiacanga (Rio de Janeiro) e Jurujuba (Niterói). Atualmente, ele já está em uso em Londrina, Foz do Iguaçu, Joinville, Petrolina, Belo Horizonte e Campo Grande. Em fase de implantação estão Presidente Prudente, Uberlândia e Natal.
A previsão é que no segundo semestre deste ano os mosquitos com Wolbachia sejam liberados em Balneário Camboriú, Blumenau, novas áreas de Joinville, Valparaíso de Goiás, Luziânia e Brasília. Antes disso, está sendo realizada uma campanha de engajamento com a população dessas regiões.
Importante destacar que o método não utiliza mosquitos transgênicos. A Wolbachia é uma bactéria já presente naturalmente em cerca de metade dos insetos no planeta. A infecção com ela impede que os vírus da dengue e outras doenças se multipliquem dentro do mosquito, além de favorecer a reprodução dos mosquitos “do bem” frente aos demais.
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para cada R$ 1 investido na implementação do método, o governo pode economizar entre R$ 43,45 e R$ 549,13 com gastos em tratamentos e internações.
A Wolbito do Brasil é resultado de uma parceria entre o IBMP, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Fiocruz. “A inauguração dessa fábrica coloca o Brasil, por meio dessa associação, na linha de frente dessa tecnologia para todo o mundo”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a cerimônia de inauguração.
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Tags: biofábrica, mosquitos com wolbachia, dengue, chikungunya, zika, Ministério da Saúde, Fiocruz, IBMP, combate às arboviroses, Wolbito do Brasil, saúde pública, Aedes aegypti, tecnologia em saúde