

Emendas empenhadas somam mais de R$ 2,3 bilhões | Foto: Ton Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo
29 de junho de 2025 — A última semana de junho foi marcada por uma série de derrotas políticas do governo Lula no Congresso Nacional, com destaque para a derrubada de decretos que aumentavam o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). No entanto, o cenário de tensão veio acompanhado de um dado positivo para os parlamentares: R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares foram empenhados pelo Executivo.
Segundo o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), somente na terça-feira (24) o governo empenhou mais de R$ 831 milhões em indicações de deputados e senadores — o maior valor reservado em um único dia ao longo de 2025.
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De acordo com o Siop, o total de emendas empenhadas até agora é de R$ 2,328 bilhões, enquanto os valores efetivamente pagos somam apenas R$ 465 milhões. A maior parte das emendas empenhadas é do tipo individual impositiva, feitas por um único parlamentar.
Até o momento, nenhuma emenda de comissão — criticadas pelo STF — foi empenhada.
Dessas, apenas três eram emendas de bancada (R$ 2,2 milhões); as demais, individuais (R$ 463 milhões).
No mesmo dia em que foi anunciada a liberação bilionária de emendas, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), surpreendeu o governo ao pautar a votação de uma proposta que derrubava os decretos do presidente Lula sobre o aumento do IOF.
O governo tentou evitar a análise, mas não teve sucesso. No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também incluiu a proposta na pauta, e as duas Casas aprovaram a anulação dos decretos.
Na Câmara, a derrota foi por 383 votos a 98, sendo 242 votos de partidos com ministérios no governo. No Senado, a votação foi simbólica, sem registro nominal.
A insatisfação com a demora na liberação de emendas por parte do governo foi apontada como um dos motivos para o desgaste do Planalto. O Congresso aprovou mais de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares para 2025, sendo R$ 24,7 bilhões em emendas individuais.
A Secretaria de Relações Institucionais (SRI) afirma que a liberação dos recursos segue mudanças determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que o atraso na aprovação do Orçamento de 2025, sancionado apenas no fim de março, também impactou o cronograma.
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Tags: governo Lula, emendas parlamentares, IOF, derrota no Congresso, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, orçamento 2025, deputados federais, senadores, política nacional, Planalto, STF