

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso no qual se mostrou confiante em um futuro acordo com Cuba | Foto: Reuters
01 de fevereiro de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que acredita na possibilidade de seu país fechar um acordo com Cuba. A declaração ocorre em um momento de crescente pressão econômica de Washington sobre o governo comunista de Havana, intensificada após a recente operação militar que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, aliado chave de Cuba.
“Acho que vamos chegar a um acordo com Cuba. O país está em uma situação difícil. Cuba tem um problema humanitário”, disse Trump, sem fornecer detalhes sobre os termos de uma possível negociação. A sinalização acontece após o anúncio, na semana passada, de novas tarifas contra nações que fornecerem petróleo à ilha caribenha.
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A Venezuela era, até recentemente, o principal fornecedor de petróleo para Cuba, atendendo a cerca de um terço da demanda diária do país. No entanto, o fornecimento caiu drasticamente após as sanções e o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, aprofundando uma crise energética em Havana. O próprio Trump destacou que a Venezuela “não enviou recentemente petróleo nem dinheiro a Cuba”, agravando a situação na ilha.
O governo americano tem usado ameaças tarifárias como uma ferramenta central de sua política externa. Impulsionado pela captura de Maduro, Trump tem falado repetidamente em intensificar as ações contra o regime cubano, chegando a afirmar que “Cuba vai fracassar muito em breve”.
Do lado cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel já havia reagido anteriormente às sugestões de acordo feitas por Trump. Neste mês, Díaz-Canel afirmou que Washington “não tem autoridade moral para impor um acordo ao país”, rejeitando a ideia de negociações sob pressão e defendendo a soberania cubana.
A declaração otimista de Trump sobre um possível acordo abre um novo capítulo nas tensas relações bilaterais, marcadas por décadas de embargo e hostilidade. Analistas observam que, embora a sinalização seja nova, o caminho para um entendimento concreto permanece incerto, dado o histórico de medidas coercitivas e a exigência americana por mudanças profundas no regime político-econômico cubano.
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