

Humanidade está caminhando para uma extinção em massa, afirma relatório internacional sobre clima e saúde | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Terra pode enfrentar um cenário de extinção em massa, similar ao que ocorreu no Período Permiano, há mais de 250 milhões de anos, quando 90% das espécies desapareceram. O alerta foi feito pelo pesquisador Hugh Montgomery, da University College London, durante o Forecasting Healthy Futures Global Summit, realizado no Rio de Janeiro.
Montgomery é um dos autores do relatório de 2024 da revista científica The Lancet, que analisa os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde global. Ele afirma que o processo de extinção já está em curso, e que somos os principais responsáveis:
“É a maior e mais rápida extinção da história do planeta – e é causada por nós”, declarou o cientista.
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Atualmente, o aquecimento global já alcançou 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, e a previsão é que chegue a 2,7 °C até 2100, caso o ritmo atual de emissões se mantenha. Em 2023, a humanidade lançou 54,6 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente na atmosfera — um aumento de quase 1% em relação ao ano anterior.
A situação é crítica. Segundo Montgomery, se a temperatura subir entre 1,7 °C e 2,3 °C, mesmo que temporariamente, poderemos ver:
Montgomery também destacou o papel do metano, gás 83 vezes mais danoso que o dióxido de carbono, liberado principalmente pela exploração de gás natural. Para ele, ações imediatas são urgentes, não apenas pela saúde ambiental, mas também pela economia global, que pode perder até US$ 38 trilhões por ano a partir de 2049, caso não sejam adotadas medidas contundentes.
“Adaptação é importante, mas não adianta tratar os sintomas enquanto a causa segue crescendo”, frisou o especialista.
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