

O relatório registrou cerca de 50 comunicações de operações financeiras atípicas ligadas ao ex-presidente, seu filho Eduardo e sua esposa Michele | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
21 de agosto de 2025 – Um relatório da Polícia Federal (PF), baseado em informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro movimentou R$ 30,5 milhões em suas contas bancárias entre março de 2023 e junho de 2025. As operações financeiras, segundo os investigadores, apresentam indícios de lavagem de dinheiro e práticas ilícitas, envolvendo também o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro.
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De acordo com o documento, foram movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos no período analisado. O relatório registrou cerca de 50 comunicações de operações financeiras atípicas ligadas ao ex-presidente, seu filho Eduardo e sua esposa Michele.
Entre os repasses mais relevantes estão:
O relatório também aponta que Bolsonaro gastou R$ 6,6 milhões com escritórios de advocacia e recebeu R$ 19 milhões em doações via Pix de apoiadores.
Segundo a Polícia Federal, as movimentações financeiras de Jair Bolsonaro apresentam características de possível lavagem de dinheiro. Entre os beneficiários de valores pagos pelo ex-presidente estão advogados, empresas de engenharia, escritórios de arquitetura e familiares, incluindo Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú (SC).
A defesa de Bolsonaro afirmou que foi surpreendida com o indiciamento, mas ainda não apresentou manifestação oficial sobre o relatório da PF.
Além das movimentações financeiras, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por coação a autoridades e obstrução de investigações no processo referente à tentativa de golpe de 2022. A PF também identificou indícios do crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito.
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Tags: Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Michele Bolsonaro, Polícia Federal, PF, Coaf, lavagem de dinheiro, relatório da PF, movimentações financeiras, golpe de 2022, indiciamento Bolsonaro