

PGR vê risco de fuga de Bolsonaro e defende medidas urgentes | Foto: Adriano Machado/Reuters
18 de julho de 2025 — A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou haver uma “concreta possibilidade de fuga” do ex-presidente Jair Bolsonaro e considerou “urgente e indeclinável” a imposição de medidas cautelares para garantir a aplicação da lei. Com base nesse argumento, a PGR solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o uso de tornozeleira eletrônica, entre outras restrições. O pedido foi aceito pelo ministro Alexandre de Moraes.
A decisão determina que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica, fique em casa entre 19h e 6h e durante os fins de semana, além de não poder acessar redes sociais, comunicar-se com diplomatas, embaixadores, outros investigados pelo STF e nem mesmo com o próprio filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
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Na mesma decisão, Moraes autorizou operação de busca e apreensão da Polícia Federal na residência do ex-presidente, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal. Na casa de Bolsonaro, agentes encontraram um pen drive escondido no banheiro, dólares em espécie e uma cópia de processo movido pela plataforma Rumble contra Moraes nos Estados Unidos.
Em entrevista após colocar a tornozeleira eletrônica, Bolsonaro negou qualquer plano de fuga e classificou a investigação como uma “suprema humilhação” e de cunho político. “Nunca pensei em sair do Brasil ou ir para uma embaixada”, afirmou.
Segundo a PGR, há evidências de uma atuação “dolosa e conscientemente ilícita” entre Bolsonaro e seu filho Eduardo. A Procuradoria destacou o envio de R$ 2 milhões via PIX ao deputado, quando este já estava nos Estados Unidos, como um forte indicativo de alinhamento entre os dois. O repasse foi feito em 13 de maio de 2025, conforme depoimento do próprio ex-presidente.
A PGR apontou ainda que a atitude do pai reforça e agrava as condutas ilícitas do filho, inclusive pelas postagens de Eduardo nas redes sociais com ataques ao STF.
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Tags: Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes, STF, tornozeleira eletrônica, PGR, Eduardo Bolsonaro, medidas cautelares, investigação PF, risco de fuga, decisão judicial