

PF aponta indícios de movimentações financeiras suspeitas envolvendo família Bolsonaro | Foto: Foto: Isac Nóbrega/PR
20 de agosto de 2025 — A Polícia Federal (PF) identificou indícios de que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou a conta bancária da esposa, Heloísa Bolsonaro, para ocultar recursos e escapar de possíveis bloqueios. O relatório da PF aponta que a prática também foi adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que transferiu R$ 2 milhões para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
De acordo com o relatório final do inquérito, Eduardo e Jair Bolsonaro teriam recorrido a artifícios financeiros para dissimular a origem e o destino dos valores, com o objetivo de sustentar atividades ilícitas no exterior.
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A análise bancária revelou que Jair Bolsonaro transferiu mais de R$ 2 milhões ao filho Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde o início do ano. Em depoimento, Jair afirmou que os valores serviriam para que o parlamentar “não passasse necessidade”. No entanto, a PF identificou outras seis transferências adicionais que somaram R$ 111 mil ao longo de 2025.
Após receber os recursos, Eduardo Bolsonaro fez duas transferências diretas para a esposa Heloísa: R$ 50 mil em 19 de maio e R$ 150 mil em 5 de junho. Segundo a PF, essa movimentação demonstra o uso da conta da esposa como “conta de passagem”, uma forma de camuflar os valores recebidos do ex-presidente e evitar medidas judiciais de bloqueio.
A investigação revelou ainda que Jair Bolsonaro repassou R$ 2 milhões à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na véspera de um depoimento à PF em junho. Para os investigadores, não houve justificativa plausível para a operação.
Segundo o relatório, Jair Bolsonaro teria agido “de forma livre e consciente” para se desfazer rapidamente dos recursos que estavam em sua posse e impedir que a Justiça bloqueasse os valores. O objetivo seria garantir o financiamento das atividades de Eduardo Bolsonaro no exterior.
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