

Investigação detalha caminho do metanol em São Paulo | Foto: Reprodução/TV Globo
18 de outubro de 2025 — A Polícia Civil de São Paulo revelou o esquema que levou metanol industrial até bebidas alcoólicas vendidas em bares da capital e cidades vizinhas. O combustível adulterado saía de dois postos de combustível no ABC Paulista, passava por uma fábrica clandestina e chegava a consumidores, provocando mortes e intoxicações graves.
Seis pessoas já morreram após ingerir as bebidas contaminadas, e outros 38 casos de intoxicação foram confirmados pelo governo estadual. Entre os sobreviventes, há vítimas com cegueira e sequelas neurológicas.
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Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros casos surgiram no fim de agosto, quando hospitais de São Paulo passaram a registrar pacientes com sintomas graves de intoxicação. Em setembro, foi identificado que a causa não eram produtos industriais ou combustíveis, mas bebidas alcoólicas adulteradas, como vodca e gin.
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e a Secretaria Estadual de Saúde emitiram alertas, confirmando que a contaminação ocorria por consumo de metanol, álcool de uso industrial altamente tóxico.
O etanol adulterado vinha de dois postos — Santo André e São Bernardo do Campo — e era transportado para uma fábrica clandestina em São Bernardo, fechada em 10 de outubro. No local, o metanol era misturado ao etanol para produzir bebidas falsificadas, aumentando o lucro dos criminosos.
A fábrica, operada por Vanessa Maria da Silva e familiares, contava com depósito de garrafas em frente a um dos postos, facilitando a logística. As bebidas adulteradas eram distribuídas a bares e adegas em diversas regiões de São Paulo, incluindo Mooca e Saúde.
Vanessa Maria da Silva liderava o grupo, que incluía ex-marido, pai e cunhado, responsáveis pela produção, envase e distribuição das bebidas adulteradas. A investigação começou após a morte do empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, primeira vítima confirmada em São Paulo.
Perícias detectaram concentração de metanol superior a 40% nas amostras apreendidas, um nível extremamente elevado, considerando que 0,1% já é nocivo à saúde.
Seis pessoas morreram após consumir bebidas com metanol:

Os intoxicados adquiriram principalmente vodca e gin falsificados em bares e adegas. Entre os sobreviventes, há casos graves de cegueira e danos neurológicos permanentes.
O metanol industrial provavelmente chegou aos postos por desvios de importadoras e usinas de etanol, investigados na Operação Alquimia. A adulteração não foi diretamente ligada a facções, mas foi resultado de um esquema criminoso que buscava lucro com etanol “batizado”.
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