

Família relata desespero após mais de 60 horas sem resgate efetivo | Foto: reprodução
23 de junho de 2025 — A brasileira Juliana Marins, de 24 anos, está desaparecida desde a última sexta-feira após sofrer uma queda de cerca de 300 metros durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. Segundo familiares, a jovem encontra-se em situação crítica e continua “escorregando” montanha abaixo, sem apoio e em local de difícil acesso.
A família afirma que Juliana está há mais de 60 horas à espera de resgate, sem comida, água, agasalho ou os óculos, fundamentais para sua visão. A preocupação aumenta com o passar das horas e as condições climáticas severas, com muita neblina e terreno escorregadio, têm dificultado o avanço das equipes.
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Vídeos que circularam nas redes sociais dando conta de que Juliana já havia sido resgatada foram desmentidos pela irmã, Mariana Marins, que classificou o conteúdo como “forjado”. De acordo com ela, equipes de busca não conseguiram chegar até Juliana devido à falta de cordas adequadas, visibilidade precária e falhas logísticas.
A CNN teve acesso a imagens que confirmam a dificuldade de visibilidade na área afetada. Um vídeo mostra o ambiente com neblina intensa e solo molhado, o que torna a movimentação das equipes extremamente arriscada.
A família de Juliana, que é natural de Niterói (RJ), agora faz apelos por ajuda aérea urgente, considerando o envio de um helicóptero como a “última esperança”. Eles denunciam lentidão nas operações e cobram atuação mais direta do governo brasileiro por meio do Itamaraty, que informou estar em contato com as autoridades locais.
Juliana fazia um mochilão pela Ásia desde fevereiro e estava acompanhada de outros turistas durante a trilha. Ela foi localizada por um grupo, ainda com vida, mas não permaneceu no mesmo ponto nas horas seguintes, o que levanta temores de deslocamento involuntário pela montanha.
A família pede cautela nas redes sociais e orienta que perfis evitem divulgar informações não confirmadas, a fim de não atrapalhar os esforços de busca.
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