

Imagem de radiotelescópio mostra jatos de plasma indicando a reativação de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia J1007+3540 | Foto: LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.
31 de janeiro de 2026 – Astrônomos identificaram um fenômeno raro e impressionante no espaço: um buraco negro supermassivo que voltou à atividade após cerca de 100 milhões de anos em silêncio. A descoberta ocorreu no centro da galáxia J1007+3540 e foi comparada por cientistas a uma verdadeira “erupção de vulcão cósmico”, devido à intensidade e às marcas deixadas por ciclos anteriores de atividade.
O registro foi divulgado em estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e se baseia em imagens captadas por dois dos mais avançados radiotelescópios do mundo: o LOFAR (Low Frequency Array), na Holanda, e o uGMRT (Giant Metrewave Radio Telescope), na Índia.
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As observações revelam um jato interno compacto e brilhante no núcleo da galáxia, considerado o principal indício de que o buraco negro voltou a se alimentar de matéria e a liberar enormes quantidades de energia. Ao redor desse jato recente, os cientistas identificaram um vasto “casulo” de plasma antigo — vestígios de erupções anteriores que haviam permanecido adormecidos por milhões de anos.
Segundo os pesquisadores, esse tipo de registro ajuda a compreender com que frequência buracos negros alternam entre fases ativas e silenciosas, como os jatos de plasma evoluem ao longo de eras cósmicas e de que forma o ambiente ao redor pode moldar toda a estrutura de uma galáxia.
A galáxia J1007+3540 está inserida em um gigantesco aglomerado de galáxias, rico em gás extremamente quente. Esse ambiente exerce uma pressão intensa sobre os jatos liberados pelo buraco negro, comprimindo e distorcendo o plasma expelido. De acordo com o estudo, o lobo norte da galáxia aparece fortemente deformado, enquanto uma longa cauda de emissão se estende para o sudoeste, indicando que o material vem sendo arrastado há milhões de anos.
Parte dessa região apresenta um espectro de rádio ultra-íngreme, sinal de partículas muito antigas, que já perderam grande parte de sua energia. Para os cientistas, o caso reforça a ideia de que a evolução das galáxias é um processo turbulento, marcado por disputas constantes entre a força dos buracos negros e a pressão do meio cósmico.
A equipe internacional pretende agora aprofundar as observações para acompanhar como os jatos recém-reativados se espalham e interagem com esse ambiente extremo ao longo do tempo.
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