

Cédulas de real simbolizam o impacto da nova isenção do Imposto de Renda no orçamento dos trabalhadores brasileiros | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
01 de fevereiro de 2026 – Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 já começam a ser sentidos no bolso dos trabalhadores brasileiros. A partir dos salários pagos desde janeiro — com reflexo direto nos contracheques recebidos em fevereiro — quem ganha até R$ 5 mil por mês passa a ficar totalmente isento do imposto. Já os rendimentos entre R$ 5.001 e R$ 7.350 contam com redução gradual do valor retido na fonte.
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de pessoas serão beneficiadas pela mudança, que amplia o alcance da isenção e busca reforçar a política de justiça tributária no país.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Com a nova regra, ficam completamente isentos do Imposto de Renda os trabalhadores cuja renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil, incluindo empregados com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A isenção também vale para o pagamento do décimo terceiro salário.
Para rendimentos acima de R$ 7.350 mensais, permanece a aplicação da tabela progressiva atual, com alíquotas que podem chegar a 27,5%.
A mudança já desperta expectativa entre trabalhadores que aguardam o próximo contracheque para conferir o valor que antes era descontado e agora ficará disponível. Para muitos, o dinheiro extra será usado para quitar contas básicas, como aluguel, água e luz, ou para formar uma pequena reserva financeira.
Entre os assalariados de menor renda, a medida é vista como um reforço importante no orçamento doméstico, especialmente em um cenário de aumento do custo de vida. Ainda assim, parte dos trabalhadores afirma não ter sido informada previamente sobre a alteração, o que reforça a necessidade de comunicação mais clara por parte de empregadores e órgãos públicos.
Especialistas explicam que, para quem tem carteira assinada, a aplicação da nova tabela é automática, pois os cálculos são feitos pelos sistemas de folha de pagamento. Mesmo assim, a recomendação é que os trabalhadores acompanhem atentamente os valores lançados no contracheque para confirmar se a isenção ou a redução estão sendo corretamente aplicadas.
Contadores também destacam que a medida não representa aumento salarial, mas sim redução de imposto, o que exige atenção para evitar confusões na comparação dos rendimentos mensais.
A renúncia fiscal estimada com a ampliação da isenção do IR é de R$ 25,4 bilhões. Para compensar a perda de arrecadação, o governo federal instituiu o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado para contribuintes de alta renda.
A nova regra atinge quem recebe acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano, com alíquotas progressivas de até 10%, além dos chamados super-ricos, com renda superior a R$ 1,2 milhão anual. A estimativa é de que cerca de 141 mil contribuintes sejam impactados por essa tributação adicional.
Segundo o Ministério da Fazenda, os efeitos da nova tabela só aparecerão na declaração do Imposto de Renda de 2027, que considera os rendimentos obtidos ao longo de 2026. Na declaração a ser entregue em 2026, referente ao ano-base 2025, não haverá mudanças.
As principais deduções permanecem inalteradas, como gastos com dependentes, educação e o desconto simplificado anual. Especialistas alertam que quem possui mais de uma fonte de renda deve redobrar a atenção, pois pode haver necessidade de ajuste na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.
Leia também | Carnaval 2026 deve reunir 65 milhões
Tags: imposto de renda, IR zero, isenção do IR, imposto de renda 2026, salário até 5 mil, economia, política tributária, justiça fiscal, Ministério da Fazenda, trabalhadores formais, aposentados, servidores públicos, declaração do imposto de renda, renda mensal, Portal Terra da Luz