

Deputado cearense ressalta importância da agenda diplomática entre Lula e Trump | Foto: José Leomar
28 de outubro de 2025 — O deputado estadual Guilherme Sampaio (PT) avaliou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump, realizado na Malásia. O parlamentar classificou a reunião como um “sucesso diplomático” que abre espaço para negociações sobre a tributação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil.
Segundo Guilherme Sampaio, a competência diplomática do Governo Lula tem sido fundamental para tentar reverter os efeitos do chamado tarifaço norte-americano. “Foi uma aula de autoridade soberana de um chefe de Estado. Não foi preciso recuar nem abrir mão das parcerias com os Brics, com a União Europeia e com os países da América Latina”, destacou o líder do Governo na Alece.
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Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos teria sido motivado por ações de “alguns traidores da pátria”, que, segundo ele, foram ao país “contaminar uma relação política e diplomática de mais de 200 anos”.
“Os Estados Unidos sempre venderam mais ao Brasil do que o Brasil a eles. Mas alguns representantes eleitos foram lá pedir sanções por causa de um ex-presidente golpista, condenado pela Justiça brasileira. Isso prejudica o povo brasileiro, e em especial os cearenses”, declarou.
Guilherme Sampaio também destacou os setores mais afetados no Ceará, como aço, fruticultura, piscicultura, calçados, oleaginosas e cera de carnaúba, apontando que o estado está entre os três mais impactados pelo tarifaço. “Precisamos restabelecer essa parceria comercial, que é histórica”, reforçou.
De acordo com o parlamentar, o presidente Donald Trump teria se mostrado aberto ao diálogo, elogiando Lula e reconhecendo que os Estados Unidos têm mais a perder do que a ganhar com a manutenção das taxações. “A expectativa agora é de que as negociações avancem de forma madura e sem contaminação política”, concluiu Guilherme Sampaio.
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