

21 de agosto de 2025 — A Receita Federal anunciou que a arrecadação federal de julho de 2025 atingiu R$ 254,2 bilhões, representando o maior valor da série histórica para o mês desde 1995. O resultado mostra crescimento real de 4,6% em relação a julho de 2024, impulsionado pelo avanço da economia e pela elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
De janeiro a julho de 2025, a arrecadação federal já soma R$ 1,679 trilhão, alta de 4,41% em termos reais. Esse também é o maior valor acumulado para o período desde o início da série histórica, consolidando 2025 como um ano de forte desempenho para os cofres públicos.
Um dos destaques foi o aumento do IOF. Somente em julho, o tributo arrecadou R$ 6,5 bilhões, crescimento de 13,05% em relação a 2024, acima da inflação. No acumulado do ano, já são R$ 43,5 bilhões, 9,42% acima da inflação.
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A Receita Federal explicou que o impacto em julho ainda foi parcial, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu o decreto que elevou o IOF apenas na metade do mês. Segundo Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise do Fisco, o efeito pleno será percebido a partir de agosto.
O aumento do IOF deve render R$ 12 bilhões adicionais em 2025. Contudo, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a cobrança sobre o risco sacado foi retirada, assim como a possibilidade de cobrança retroativa.
Além do IOF, outros elementos reforçaram o crescimento da arrecadação federal em julho de 2025:
O cenário positivo também foi reforçado pela massa salarial em alta de 10,6% acima da inflação e pelo aumento das importações em 3,3% em dólares.
O governo avalia que a trajetória positiva da arrecadação federal em 2025 aumenta as chances de cumprir a meta de déficit zero prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O déficit permitido em 2025 é de até R$ 31 bilhões (0,25% do PIB), sem descumprimento formal.
Para 2026, a meta é ainda mais desafiadora: atingir um superávit primário de 0,25% do PIB, equivalente a cerca de R$ 31 bilhões. A concretização desse objetivo depende da aprovação da medida provisória lançada em junho, que pode elevar a arrecadação em R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 20,8 bilhões em 2026.
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