

14 de julho de 2025 — Em novo depoimento prestado nesta segunda-feira (14 de julho de 2025) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid reafirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve acesso e leu a minuta do golpe, documento que previa a decretação de novas eleições e a prisão de autoridades, incluindo ministros do Supremo e o presidente do Senado à época, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O militar, que atuou como ajudante de ordens no governo Bolsonaro e atualmente é delator nas investigações, foi convocado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como testemunha de acusação no processo que envolve os núcleos 2, 3 e 4 da suposta trama golpista.
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Segundo Cid, o documento foi apresentado ao então presidente por meio de Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais e também réu na ação. Martins teria levado um jurista a duas reuniões com Bolsonaro, onde o conteúdo do documento foi lido e modificado a pedido do ex-presidente.
“O documento era composto de duas partes. A primeira trazia os ‘considerandos’ sobre supostas interferências do STF e do TSE no processo eleitoral. A segunda previa a prisão de autoridades e a convocação de novas eleições”, explicou o militar. Cid relatou ainda que Bolsonaro teria sugerido a exclusão da prisão de Rodrigo Pacheco, mantendo apenas o nome do ministro Alexandre de Moraes no texto final.
A oitiva de Mauro Cid foi realizada por videoconferência, sem autorização para fotos, vídeos ou transmissões ao vivo. Apenas advogados de defesa e a imprensa puderam acompanhar presencialmente.
O processo agora entra em uma nova fase. A partir de amanhã (15 de julho), serão ouvidas testemunhas de defesa indicadas pelos réus dos núcleos 2, 3 e 4, com previsão de encerramento até 23 de julho. Em junho, o STF já ouviu os depoimentos relacionados ao Núcleo 1, que inclui Bolsonaro e outros sete ex-integrantes de seu governo.
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Tags: Mauro Cid, Jair Bolsonaro, STF, minuta do golpe, Alexandre de Moraes, PGR, depoimento, prisão de ministros, nova eleição, tentativa de golpe, núcleo bolsonarista, golpe 2022, Supremo Tribunal Federal