

Visto para cidadãos da Austrália, Canadá e EUA: entenda as novas regras a partir de 10 de abril
A partir desta quinta-feira, 10 de abril de 2025, o Brasil passa a exigir visto de entrada para cidadãos da Austrália, Canadá e Estados Unidos, conforme o decreto presidencial publicado em maio de 2023. A decisão segue o princípio da reciprocidade, já que esses países não concedem isenção de visto para brasileiros.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) esclareceu que a medida foi adotada por uma questão de paridade nas exigências de entrada, e o Brasil segue negociando acordos para a isenção mútua com essas nações.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, reiterou em uma rede social o posicionamento do governo, destacando que o Brasil segue em tratativas com os Estados Unidos para a isenção de visto para os brasileiros. A medida visa promover a reciprocidade para os turistas norte-americanos que visitam o Brasil.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Os turistas da Austrália, Canadá e Estados Unidos que desejam visitar o Brasil devem solicitar o visto eletrônico (eVisa) por meio do site oficial, pagando uma taxa de US$ 80,90 (aproximadamente R$ 479). O visto é válido para estadas de até 90 dias e pode ser solicitado para viagens aéreas, marítimas e terrestres. O procedimento inclui o preenchimento de um formulário e a anexação de documentos, como o passaporte.
É importante destacar que a solicitação do visto eletrônico deve ser feita com antecedência, para evitar atrasos ou complicações durante a viagem.
Apesar do decreto presidencial, o Senado Federal aprovou, em março deste ano, um projeto de lei que propõe a suspensão da exigência de visto para cidadãos da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão. O projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados, e sua tramitação está pendente.
Vale ressaltar que, embora o Japão estivesse inicialmente incluído na lista do projeto de lei, ele não faz mais parte da exigência de visto para os brasileiros, já que, desde setembro de 2023, o Brasil e o Japão firmaram um acordo de isenção recíproca de vistos para viagens de até 90 dias.
Leia também | Dólar dispara, petróleo recua e bolsas dos EUA caem: especialista orienta sobre investimentos em meio à crise global