

Telão mostra cotação do índice Nikkei em Tóquio | Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) uma pausa de 90 dias nas tarifas aplicadas a países que não retaliaram suas recentes medidas protecionistas. A alíquota, que seria de até 35% para mais de 180 países, será reduzida temporariamente para 10%. A China, porém, enfrentará um aumento brutal de tarifas: 125% sobre seus produtos exportados aos EUA, em uma nova escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta.
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Após dias de queda devido à instabilidade global, os principais índices acionários da Ásia e da Europa fecharam em forte alta nesta quinta-feira (10). O alívio com a pausa nas tarifas gerou otimismo no mercado, impulsionando os pregões:
Na Europa, o cenário também foi positivo, com altas superiores a 5% nos principais índices:
Nos Estados Unidos, os mercados registraram o melhor desempenho diário em anos, com destaque para a Nasdaq, que avançou 12%.
Trump justificou o novo aumento tarifário sobre a China com base na “falta de respeito aos mercados mundiais”. Segundo ele, a resposta chinesa — que subiu tarifas para 84% sobre produtos americanos — motivou a decisão de retaliar com uma elevação de 125% sobre importações chinesas.
A medida ocorre após uma escalada iniciada em fevereiro e intensificada no início de abril, quando os EUA já haviam aplicado sucessivos aumentos de taxas.
A pausa nas tarifas aos demais países é, segundo Trump, uma tentativa de criar um ambiente mais propício para negociação com nações que buscaram o diálogo com os EUA e evitaram retaliações. “Mais de 75 países pediram negociação direta. Isso mostra quem quer uma relação justa”, afirmou o republicano.
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