

Avanço científico promete revolucionar o tratamento da calvície | Foto: reprodução
Um estudo recente revela que a proteína MCL-1 pode desempenhar um papel essencial no crescimento capilar, oferecendo novas possibilidades no combate à queda de cabelo e à alopecia. A pesquisa, conduzida por cientistas da Austrália, Cingapura e China, foi publicada em 22 de março na revista Nature Communications e traz uma grande esperança para milhões de pessoas afetadas pela perda de cabelo, uma condição que atinge cerca de 2% da população mundial.
De acordo com os pesquisadores, a proteína MCL-1 é fundamental para o funcionamento das células-tronco dos folículos capilares, que são essenciais para o crescimento e regeneração dos fios. A ausência dessa proteína pode levar ao estresse celular e à morte programada das células, fatores que contribuem para a calvície e outras formas de perda capilar, como a alopecia areata.
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Em experimentos realizados com camundongos, os cientistas deletaram o gene da proteína MCL-1 nas células da pele para entender melhor seu papel. O impacto foi mais evidente em camundongos adultos, nos quais a ausência da proteína impediu completamente a regeneração capilar nas áreas afetadas, o que comprova sua importância para a saúde dos folículos capilares.
Além da MCL-1, o estudo também identificou o papel da proteína P53, que regula a morte celular programada. Quando os pesquisadores inativaram a P53, os fios começaram a crescer novamente, mesmo na ausência da MCL-1, sugerindo que essas duas proteínas interagem para controlar a sobrevivência das células-tronco dos folículos.
A pesquisa também destacou a importância da via de sinalização ERBB, que mantém as células-tronco ativas e estimula a produção da MCL-1. Essa via pode ser influenciada por fatores externos como estresse, que é conhecido por ser um gatilho para a queda de cabelo. A descoberta dessa interação molecular abre novos caminhos para tratamentos mais eficazes e específicos para a alopecia e outros tipos de queda de cabelo.
Com os avanços obtidos, a pesquisa oferece uma visão promissora sobre o futuro da regeneração capilar. Atualmente, tratamentos como o minoxidil e o uso de vitaminas para o cabelo são amplamente utilizados, mas a ciência pode, em breve, oferecer alternativas mais eficazes, baseadas nos mecanismos moleculares que governam o crescimento e a saúde capilar.
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