

Presidente Lula e o Primeiro-Ministro do Japão, Shigeru Ishiba | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em uma reunião com empresários brasileiros e japoneses em Tóquio nesta quarta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incentivou o Japão a ampliar seus investimentos no Brasil, destacando que o país é um “porto seguro” em meio às turbulências globais, incluindo o crescimento do negacionismo climático e o protecionismo comercial.
Durante o Fórum Empresarial Brasil-Japão, Lula ressaltou a importância de uma parceria econômica mais sólida entre os dois países, defendendo a assinatura de um acordo de parceria econômica entre o Japão e o Mercosul. “Nossos países têm mais a ganhar pela integração do que pelo recurso de práticas protecionistas”, afirmou o presidente.
A viagem de Lula ao Japão, sua primeira visita oficial ao país desde 2019, ocorre em um contexto de tensões globais, com o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, adotando políticas comerciais protecionistas, como a elevação unilateral de tarifas de importação.
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Lula também abordou a necessidade de fortalecer a relação comercial entre Brasil e Japão, lamentando a queda nas trocas comerciais, que diminuíram de US$ 17 bilhões em 2011 para US$ 11 bilhões em 2024. “Algo não andou bem na nossa relação e é preciso aprimorá-la”, disse o presidente.
No discurso, Lula enfatizou que o Brasil vive um momento de estabilidade política, econômica e social, tornando-se um destino atrativo para parcerias, joint ventures e investimentos. Além disso, a visita resultou em importantes anúncios, como a assinatura de um contrato entre a Embraer e a ANA, maior companhia aérea do Japão, para a compra de 20 jatos E-190.
Ao longo da visita, foram firmados dez acordos de cooperação entre os dois países, incluindo compromissos em áreas como bancos e universidades, além do anúncio de uma missão técnica do Japão para avaliar a produção de carne bovina no Brasil, um passo necessário para a abertura do mercado japonês para o produto brasileiro.
Lula também aproveitou para criticar o que chamou de “segunda Guerra Fria” e defendê-la a favor do multilateralismo, como uma solução coletiva para os problemas globais, em contraposição ao unilateralismo, como exemplificado pelas políticas adotadas pelos Estados Unidos sob Donald Trump.
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