vacinação é a principal estratégia de proteção | Marcelo Camargo/Agência Brasil
O aumento de casos de sarampo no continente americano acendeu um alerta para o Brasil, mas, por enquanto, os três casos confirmados no país não colocam em risco o certificado de eliminação da doença, reconquistado em 2023. Segundo especialistas, para que o Brasil perca essa certificação, seria necessário que houvesse cadeias de transmissão sustentadas por um ano com o mesmo genótipo do vírus circulando.
Até agora, o Ministério da Saúde confirmou dois casos no Rio de Janeiro, em bebês que ainda não tinham idade para vacinação, e um no Distrito Federal, em uma mulher que provavelmente foi infectada no exterior. Outros 22 casos suspeitos estão sob investigação.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 507 casos já foram registrados este ano nas Américas, superando o total de 2024. Os números mais altos estão nos Estados Unidos (301 casos e duas mortes), Canadá (173), México (22) e Argentina (11). O risco de disseminação da doença é considerado alto.
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A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal ferramenta para conter surtos. No Brasil, a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses. Em 2024, o país atingiu 95% de cobertura vacinal na primeira dose, mas menos de 80% das crianças receberam a segunda dose, deixando brechas na proteção coletiva.
Especialistas alertam que a queda na vacinação, agravada pela pandemia e pela hesitação vacinal, coloca em risco a eliminação da doença no país. Como o sarampo é altamente contagioso, basta uma queda na imunização para que novos surtos ocorram, afetando especialmente bebês e pessoas imunossuprimidas.
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