

Fisioterapia Pélvica e Terapia Ocupacional podem contribuir para a recuperação da autonomia e da qualidade de vida de homens após o tratamento do câncer de próstata. | Foto: imagem gerada por IA
04 de novembro de 2026 – O tratamento do câncer de próstata não termina com a retirada do tumor. Para muitos homens, o período após a prostatectomia, cirurgia para remoção da próstata, pode trazer desafios como incontinência urinária e disfunção erétil, condições que afetam a autoestima, a rotina e a qualidade de vida.
Diante desse cenário, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) chama a atenção, durante a campanha Novembro Azul, para a importância da Fisioterapia Pélvica e da Terapia Ocupacional na reabilitação de pacientes que passaram pelo tratamento cirúrgico do câncer de próstata.
O presidente do Crefito-6, Dr. Jacques Esmeraldo, destaca que a recuperação deve ir além do controle da doença e contemplar a retomada da autonomia e do bem-estar.
“O preconceito e a vergonha ainda afastam muitos homens do tratamento preventivo e da reabilitação. Salvar a vida do paciente é o primeiro passo, mas devolver a ele o controle do próprio corpo, a capacidade de sorrir, trabalhar e conviver sem o medo da perda urinária é o que garante a sua dignidade. A Fisioterapia Pélvica e a Terapia Ocupacional não são tratamentos secundários; são direitos do paciente e ferramentas científicas comprovadas para a cura funcional do homem. Não aceite viver com incontinência”, ressalta o presidente.
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A perda involuntária de urina está entre as possíveis sequelas da cirurgia de próstata. A condição pode estar relacionada a alterações no funcionamento do esfíncter urinário e das estruturas musculares responsáveis pelo suporte da bexiga.
Por vergonha ou falta de informação, alguns homens deixam de procurar ajuda e passam a conviver com limitações na vida social e profissional. O Crefito-6 reforça, porém, que a incontinência urinária pode ser tratada e que a reabilitação deve ser iniciada o mais cedo possível, inclusive com acompanhamento antes da cirurgia, quando indicado.
A Fisioterapia Pélvica utiliza técnicas como exercícios de reeducação perineal, cinesioterapia, biofeedback e eletroestimulação. Os recursos ajudam o paciente a reconhecer e fortalecer corretamente os músculos do assoalho pélvico, contribuindo para a recuperação do controle urinário e podendo auxiliar na melhora da função sexual.
A reabilitação também envolve aspectos emocionais, sociais e funcionais. Nesse processo, a Terapia Ocupacional atua para ajudar o paciente a reorganizar a rotina e retomar atividades cotidianas, profissionais e de convivência.
O acompanhamento pode incluir estratégias para lidar com as mudanças provocadas pelo tratamento, adaptação de hábitos durante o período de recuperação e fortalecimento da autoconfiança nas relações familiares, sociais e conjugais.
A atuação integrada das duas áreas contribui para que o paciente enfrente as sequelas do tratamento com suporte especializado e tenha melhores condições de recuperar sua independência.
O Crefito-6 destaca algumas orientações para homens que passaram ou vão passar por cirurgia de próstata:
O conselho também recomenda que os pacientes procurem profissionais devidamente registrados e com qualificação na área pélvica e funcional, garantindo atendimento seguro, ético e baseado em evidências científicas.
A mensagem do Novembro Azul, portanto, também passa pela atenção às consequências do tratamento. A recuperação da saúde masculina inclui acompanhamento especializado para enfrentar possíveis sequelas e retomar a qualidade de vida.
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Tags: Novembro Azul, câncer de próstata, saúde do homem, Fisioterapia Pélvica, Terapia Ocupacional, incontinência urinária, prostatectomia, reabilitação masculina, saúde masculina, Crefito-6, prevenção do câncer, qualidade de vida, Portal Terra da Luz