

Na avaliação do presidente, o Brasil reúne condições favoráveis para acelerar o crescimento econômico e social, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras, consideradas estratégicas para a economia mundial. | Foto: Ricardo Stuckert/ PR
07 de novembro de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende transformar o Brasil em um país desenvolvido nos próximos quatro anos. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), quando destacou as oportunidades econômicas do país e defendeu investimentos em setores estratégicos.
Na avaliação do presidente, o Brasil reúne condições favoráveis para acelerar o crescimento econômico e social, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras, consideradas estratégicas para a economia mundial.
“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, afirmou Lula.
O presidente também ressaltou que o país precisa aproveitar suas vantagens competitivas para atrair investimentos produtivos, ampliar a industrialização e agregar valor aos recursos naturais.
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Durante o encontro, Lula destacou o avanço do chamado Mapa do Caminho para a transição energética, iniciativa que estabelece diretrizes para a redução da dependência dos combustíveis fósseis e o enfrentamento do desmatamento e da degradação florestal.
Segundo o presidente, a proposta enfrentou resistências internacionais, especialmente de países produtores de petróleo durante a COP30, mas avançou a partir da articulação brasileira.
“Vocês sabem que na minha vida não existe a palavra impossível”, declarou.
Para Lula, a experiência demonstra que objetivos considerados difíceis podem ser alcançados por meio de decisões políticas, negociação e cooperação internacional.
Outro ponto abordado pelo presidente foi o potencial brasileiro para atrair investimentos relacionados à geração de energia renovável e à instalação de grandes estruturas tecnológicas, como os data centers.
Lula afirmou que o governo pretende estimular a chegada desses empreendimentos, mas defendeu que as empresas sejam responsáveis pela geração da energia necessária ao funcionamento de suas instalações.
“Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, afirmou.
O presidente também relacionou as oportunidades de crescimento à exploração responsável de minerais críticos e terras raras, além da capacidade brasileira de produzir energia limpa.
“Poucos países têm as perspectivas de futuro, no curto, médio e longo prazo, que o Brasil tem”, declarou.
Na reunião, o presidente também atribuiu parte dos resultados de sua gestão à capacidade de negociação política com o Congresso Nacional.
Mesmo sem contar com maioria parlamentar, Lula afirmou que o governo conseguiu aprovar medidas econômicas e estruturais consideradas importantes.
“Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso”, disse.
O presidente acrescentou que os avanços foram resultado de diálogo e articulação entre os diferentes setores políticos.
“Competência de negociação, capacidade de persuasão e capacidade de fazer entendimento”, afirmou ao comentar os fatores que considera fundamentais para a aprovação das propostas do governo.
Ao tratar das contas públicas, Lula defendeu a combinação entre responsabilidade fiscal e responsabilidade social. Segundo ele, o governo assumiu o país com déficit fiscal de 2,8% e atualmente apresenta um orçamento superavitário.
O presidente garantiu que a busca pelo equilíbrio das contas públicas não será feita por meio da retirada de direitos ou da imposição de sacrifícios à população de menor renda.
“A única coisa que ele [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, afirmou.
Lula também argumentou que a responsabilidade fiscal não significa impedir financiamentos destinados a obras e investimentos capazes de ampliar o patrimônio e a infraestrutura nacional.
“Ninguém pode gastar mais do que tem. Agora, se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país. Uma ferrovia, uma estrada, uma ponte, um aeroporto. Você pode fazer uma dívida desde que você possa pagar”, argumentou.
Ao encerrar suas considerações, Lula defendeu que o desenvolvimento brasileiro depende da combinação entre equilíbrio fiscal, investimentos produtivos, transição energética e políticas sociais.
A estratégia apresentada pelo presidente busca aproveitar o potencial brasileiro em recursos naturais e energia limpa para ampliar a competitividade internacional, atrair empresas e gerar oportunidades econômicas.
A meta anunciada é acelerar esse processo nos próximos quatro anos, colocando o Brasil em um novo patamar de desenvolvimento econômico e social.
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