

Peña foi levado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), unidade militar responsável pela proteção do presidente paraguaio, de seus familiares e de autoridades estrangeiras durante visitas oficiais. | Foto: REUTERS/Cesar Olmedo
07 de novembro de 2026 – O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido para uma instalação militar em Assunção na madrugada deste sábado (7), horas depois de sofrer impeachment, ser destituído do cargo e ter a prisão domiciliar decretada. A mudança ocorreu por motivos de segurança, após manifestantes se reunirem em frente à residência onde ele estava.
Segundo o jornal paraguaio ABC, a transferência aconteceu pouco antes da meia-noite de sexta-feira (6). Peña foi levado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), unidade militar responsável pela proteção do presidente paraguaio, de seus familiares e de autoridades estrangeiras durante visitas oficiais.
O local funciona como um quartel de elite das Forças Armadas do Paraguai e não é uma unidade prisional.
A saída do ex-presidente da residência ocorreu em meio a protestos populares que exigiam sua transferência para uma prisão. Durante a manifestação, houve confronto entre policiais e manifestantes. A caravana que transportava Peña deixou o local sob vaias, xingamentos e ovadas.
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Santiago Peña foi destituído da Presidência do Paraguai na tarde de sexta-feira (6), após aprovação do processo de impeachment pelo Congresso. Horas depois, a Justiça determinou sua prisão domiciliar em decorrência das investigações relacionadas ao escândalo do banco Ueno.
A instituição financeira entrou em colapso, desencadeando uma crise econômica e política no país. O episódio também provocou a renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades paraguaias.
O vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência ainda na sexta-feira, após a destituição de Peña.
Peña é apontado como um dos sócios do grupo controlador do banco Ueno e está sendo investigado por suspeitas de gestão fraudulenta e outros crimes relacionados ao escândalo financeiro.
De acordo com o Ministério Público paraguaio, a decisão judicial que determinou a prisão domiciliar considera suspeitas dos seguintes crimes:
O ex-presidente nega ter cometido irregularidades. O Ministério Público ainda deverá detalhar os fatos e as circunstâncias específicas de cada acusação.
O ex-presidente deverá comparecer a uma promotoria federal neste sábado (7), às 11h, pelo horário de Brasília, para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações.
A transferência para a instalação militar ocorreu em meio ao agravamento da crise política e à pressão popular por medidas contra o ex-chefe do Executivo.
O caso do banco Ueno continua no centro das investigações e representa um dos principais episódios da crise institucional enfrentada pelo Paraguai.
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