

Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo, segundo decisão publicada pelo Ministério da Justiça no Diário Oficial da União. | Foto: Al Drago/Bloomberg
21 de setembro de 2026 – O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e tem como justificativa uma infração disciplinar por abandono de cargo.
Segundo a decisão, Eduardo Bolsonaro faltou ao serviço injustificadamente por período superior a 30 dias consecutivos. A informação foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na sexta-feira (18).
Com a demissão, Eduardo encerra o vínculo funcional com a Polícia Federal. A carreira de escrivão da PF tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil, com possibilidade de progressão salarial ao longo dos anos de serviço.
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Eduardo Bolsonaro estava afastado das funções na Polícia Federal para exercer o mandato de deputado federal. Eleito por São Paulo, teve o mandato cassado em 18 de dezembro em razão do excesso de faltas às sessões da Câmara dos Deputados.
A perda do mandato ocorreu com base na regra constitucional que estabelece a perda do mandato de deputados e senadores que faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas do ano.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. O ex-deputado afirma que a mudança ocorreu para evitar o que classifica como perseguição política e jurídica no Brasil.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou na sexta-feira (18), por unanimidade, recurso apresentado pela defesa de Eduardo Bolsonaro contra a condenação relacionada à tentativa de interferência no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do ex-deputado, no processo sobre a trama golpista.
Eduardo foi condenado em junho de 2026 a quatro anos e dois meses de prisão. Conforme a decisão mencionada no texto, a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. Ele também ficará inelegível por 12 anos, não podendo disputar eleições até 2038.
O julgamento ocorreu no plenário virtual do STF. O voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Eduardo Bolsonaro é acusado de atuar junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para criar pressão internacional sobre autoridades brasileiras durante o processo envolvendo seu pai.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as ações realizadas no exterior tinham como objetivo impedir a condenação de Jair Bolsonaro no processo relacionado à trama golpista.
Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão e, conforme o texto enviado, cumpre atualmente prisão domiciliar.
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