

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque cibernético que resultou no desvio de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. A empresa anunciou medidas para congelar parte dos recursos roubados e garantiu que assumirá os prejuízos, protegendo seus clientes | Foto: Jornal Nacional/Reprodução
30 de outubro de 2026 – A Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões, o equivalente a R$ 34 bilhões. A maior parte dos recursos foi desviada em apenas 20 minutos, na quinta-feira (29), em uma ação considerada o maior roubo já registrado no mercado de criptoativos.
O episódio provocou preocupação entre investidores de diferentes países e levou a plataforma a suspender temporariamente operações de saque como medida de segurança.
A Binance informou que utilizará recursos próprios para cobrir as perdas e garantiu que o patrimônio de seus clientes, incluindo os brasileiros, permanecerá protegido.
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A dimensão do ataque chamou a atenção pela velocidade com que os criminosos conseguiram movimentar os recursos.
Em aproximadamente 20 minutos, hackers desviaram bilhões de dólares em criptomoedas de carteiras digitais vinculadas à Binance.
Para dimensionar o valor, a reportagem do Jornal Nacional comparou o episódio ao roubo do Banco Central do Iraque, ocorrido em 2003, quando cerca de US$ 1 bilhão foi retirado da instituição por ordem do então ditador Saddam Hussein.
Na ocasião, a retirada do dinheiro levou aproximadamente cinco horas. No ataque à Binance, um valor mais de seis vezes superior foi desviado em uma fração desse tempo.
Criada em 2017, na China, a Binance se tornou, em menos de um ano, a maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo em volume de operações.
A notícia do ataque começou a circular amplamente na noite de quinta-feira, por volta das 22h50, no horário de Brasília.
A repercussão provocou forte reação entre investidores e contribuiu para uma queda no mercado de criptomoedas.
Diante do incidente, a Binance anunciou a suspensão temporária de saques em sua plataforma, com o objetivo de conter possíveis movimentações irregulares e proteger os recursos.
A empresa também iniciou procedimentos de investigação para identificar a origem da invasão e rastrear os ativos desviados.
As primeiras informações sobre o ataque indicavam que os criminosos poderiam ter obtido acesso aos sistemas da Binance por meio da invasão do computador portátil de um engenheiro da empresa.
Entretanto, o avanço das investigações revelou indícios de uma operação mais complexa, envolvendo diferentes pontos de comprometimento dos sistemas.
Empresas especializadas em análise de transações digitais, como TRM Labs e Chainalysis, identificaram características semelhantes às utilizadas por grupos de hackers associados à Coreia do Norte.
A TRM Labs atribuiu o ataque ao grupo conhecido como TraderTraitor, ligado ao regime norte-coreano. A suspeita, porém, ainda não foi oficialmente confirmada pela Binance ou pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Caso a participação de hackers norte-coreanos seja confirmada, não será a primeira vez que grupos associados ao país aparecem em investigações sobre grandes ataques a instituições financeiras internacionais.
Em 2016, criminosos ligados à Coreia do Norte roubaram US$ 81 milhões pertencentes ao Banco Central de Bangladesh, mantidos em uma conta no Federal Reserve de Nova York, nos Estados Unidos.
As autoridades norte-americanas já acusaram grupos de hackers vinculados ao regime de Kim Jong-un de utilizar crimes cibernéticos para obter recursos destinados a programas de armamentos.
A suspeita de participação norte-coreana no ataque à Binance amplia as preocupações sobre a dimensão internacional das operações criminosas no ambiente digital.
Após identificar o ataque, a Binance informou que conseguiu localizar e atuar para congelar aproximadamente US$ 3 bilhões dos recursos desviados.
A medida foi adotada com o apoio de empresas e instituições que operam no mercado de criptoativos, na tentativa de impedir a movimentação dos valores roubados.
Em comunicado, a corretora reafirmou que assumirá o impacto financeiro do incidente, sem transferir os prejuízos aos clientes.
A empresa também informou que trabalha em conjunto com autoridades e especialistas em segurança para recuperar recursos e identificar os responsáveis pelo ataque.
As investigações ainda não esclareceram se os criminosos utilizaram ferramentas de inteligência artificial para executar o ataque.
Mesmo sem essa confirmação, o episódio ampliou o debate sobre os desafios da segurança cibernética em um ambiente financeiro cada vez mais digitalizado.
A capacidade de movimentar bilhões de dólares em poucos minutos demonstra a dimensão dos riscos enfrentados por instituições que armazenam e negociam ativos virtuais.
O caso também reforça a importância de mecanismos de proteção, monitoramento de transações e resposta rápida a incidentes de segurança em plataformas financeiras.
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