

Discurso ocorreu durante sessão do Tribunal de Justiça do Pará que debateu impactos de decisão do STF sobre benefícios | Foto: reprodução
21 de abril de 2026 – A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, provocou reações dentro da magistratura. Durante sessão no Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), a desembargadora Eva do Amaral Coelho afirmou que a categoria enfrenta uma situação de forte pressão financeira e institucional.
A magistrada chegou a dizer que, diante das mudanças, os juízes podem enfrentar dificuldades severas no futuro. “Daqui a pouco a gente vai estar no hall daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”, declarou durante sessão da 3ª Turma de Direito Penal.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
As declarações ocorreram após o STF estabelecer critérios mais rígidos para o pagamento de auxílios e benefícios a magistrados e membros do Ministério Público. A medida busca padronizar os repasses e ampliar a transparência, enquanto o Congresso não aprova legislação específica sobre o tema.
A desembargadora destacou a perda de benefícios anteriormente concedidos. “Nós não temos direito mais a auxílio alimentação, não temos direito a receber uma gratificação por direção de foro”, afirmou.
Ela também relatou um cenário de insegurança entre os profissionais. “Hoje a gente vive uma tensão enorme, porque não teremos, em algum tempo, como pagar nossas contas”, disse.
Durante a sessão, Eva do Amaral Coelho defendeu a rotina de trabalho dos juízes e desembargadores, destacando a carga de atividades fora do expediente formal.
“Nós de plantão não estamos aqui, estamos trabalhando em casa e fora os dias que se trabalha à noite revisando votos”, explicou.
A magistrada ainda criticou a percepção pública sobre a categoria. “Os juízes hoje estão sendo vistos como bandidos, como pessoas sem escrúpulos”, declarou.
Segundo dados do Portal da Transparência, a desembargadora recebeu remuneração bruta de R$ 117,8 mil em março de 2026.
O STF definiu quais verbas indenizatórias podem ser pagas acima do teto constitucional, estabelecendo critérios mais claros e exigindo maior transparência.
A Corte também determinou que os valores autorizados deverão seguir normas conjuntas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A discussão segue em aberto e deve avançar no Congresso Nacional, responsável por regulamentar definitivamente o tema.
Leia também | Irã exige concessões dos EUA em negociações
Tags: STF, Judiciário, desembargadora, TJPA, penduricalhos, magistratura, benefícios, CNJ, CNMP, transparência, salários do Judiciário, Ministério Público, Brasil política, justiça, Portal Terra Da Luz
Empresários cearenses participam de missão empresarial em Guangzhou, na China, com foco na identificação de oportunidades comerciais, novas tecnologias e parcerias internacionais. A iniciativa busca transformar contatos com fabricantes e fornecedores chineses em investimentos e novos negócios no Brasil, especialmente no Ceará | Foto: divulgação