

Trabalhadores têm até esta quarta-feira (30) para solicitar o ressarcimento de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep e receber o pagamento previsto para 26 de outubro. | Foto: José Cruz/Agência Brasil
30 de setembro de 2026 – Termina nesta quarta-feira (30) o prazo para trabalhadores solicitarem o ressarcimento do segundo lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep. Quem fizer o pedido dentro do prazo terá o pagamento previsto para 26 de outubro.
A consulta pode ser realizada pelo site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. O calendário de ressarcimentos estabelece outras datas para solicitações e pagamentos ao longo do ano.
O antigo fundo PIS/Pasep reunia recursos destinados a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988. Os valores não devem ser confundidos com o abono salarial PIS/Pasep pago atualmente.
Segundo o governo, o saldo médio disponível para ressarcimento é de R$ 2,8 mil por pessoa. O valor individual varia conforme o período trabalhado e a remuneração recebida na época. Os recursos foram corrigidos pela inflação.
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O trabalhador pode verificar se possui valores a receber pelo site Repis Cidadão. Para acessar a plataforma, é necessário ter uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
O procedimento é feito da seguinte forma:
O NIS corresponde ao mesmo número utilizado no PIS e possui 11 dígitos. A numeração pode ser encontrada em documentos e plataformas oficiais.
O número pode ser consultado no extrato do FGTS, dentro de um dos contratos registrados no aplicativo.
Também é possível encontrar a informação no Cartão Cidadão. O NIS aparece abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão.
No Meu INSS, o número aparece como NIT na área de dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone 135, de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.
Outra possibilidade é consultar o Cadastro Único (CadÚnico), pelo site ou aplicativo oficial, após informar os dados pessoais solicitados.
O pedido pode ser feito presencialmente em uma agência da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS.
No aplicativo, o trabalhador deve fazer login, acessar a opção “mais”, selecionar “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as instruções para enviar os documentos solicitados.
Para o próprio beneficiário, é necessário apresentar um documento oficial de identificação.
No caso de herdeiros, podem ser exigidos documentos específicos, como certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; declaração de dependentes habilitados emitida pelo órgão responsável pelo pagamento do benefício; ou autorização judicial ou escritura pública assinada pelos dependentes e sucessores, quando aplicável.
Depois que o pedido é protocolado, a Caixa analisa a solicitação e encaminha as informações ao Ministério da Fazenda.
O pagamento é realizado diretamente em conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, conforme o calendário estabelecido para os ressarcimentos.
Os pedidos podem ser feitos em outras datas ao longo do ano, seguindo o cronograma oficial.
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para formar uma poupança individual destinada aos trabalhadores do setor privado. O Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foi criado posteriormente para servidores públicos civis e militares.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram reunidos no Fundo PIS-Pasep. O fundo deixou de receber novos recursos em 1988, quando foi substituído pelo modelo que deu origem ao atual abono salarial.
Em 2020, as cotas que ainda não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em 2023, os recursos foram posteriormente transferidos para uma conta única do Tesouro Nacional.
Desde então, trabalhadores que possuem valores relacionados às antigas cotas podem solicitar o ressarcimento dentro do prazo estabelecido.
O antigo fundo PIS/Pasep não deve ser confundido com o abono salarial pago atualmente.
O benefício atual funciona como uma espécie de 14º salário e pode chegar ao valor de um salário mínimo. O pagamento é destinado anualmente a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atendem aos critérios previstos para receber o benefício.
Caso o ressarcimento não seja solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
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