

STF identificou tentativa de uso de inteligência artificial para interferir no sistema eletrônico da Corte | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
26 de setembro de 2026 – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de investigação para apurar o uso de inteligência artificial (IA) com o objetivo de direcionar o sistema eletrônico da Corte.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (25), após o Supremo identificar o uso de um prompt de comando que tentaria forçar o sistema eletrônico a aceitar automaticamente um recurso protocolado no tribunal.
O caso envolve uma ação sobre a aplicação de cotas raciais para ingresso no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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Segundo as informações divulgadas, a tentativa de fraude foi identificada por uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo setor de tecnologia da informação do STF.
O mecanismo foi criado para detectar interferências maliciosas no sistema eletrônico da Corte.
A ferramenta identificou o uso de comando destinado a manipular o funcionamento da plataforma digital e forçar a aceitação automática do recurso.
Além de determinar a apuração do caso, Zanin solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura de investigação.
O ministro também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seja comunicada sobre o episódio.
A comunicação à OAB tem o objetivo de permitir que a entidade avalie a adoção de eventuais medidas disciplinares contra o advogado responsável pela causa.
Cristiano Zanin também aplicou multa ao defensor no valor equivalente a dois salários.
A penalidade foi determinada por violação do dever de lealdade processual.
A decisão ocorre em meio ao avanço do uso de ferramentas de inteligência artificial em atividades jurídicas e reforça a preocupação com tentativas de interferência indevida em sistemas judiciais eletrônicos.
O episódio chama atenção para os desafios do Judiciário diante do uso de novas tecnologias.
Ao mesmo tempo em que ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar na organização, triagem e segurança de sistemas, o caso mostra que elas também podem ser usadas de forma irregular para tentar manipular procedimentos digitais.
No STF, a identificação da tentativa foi possível justamente por meio de uma ferramenta interna de IA criada para monitorar e detectar possíveis interferências maliciosas.
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