

Organização criminosa teria liberado indevidamente benefícios previdenciários nos sistemas do INSS para viabilizar a contratação de empréstimos consignados. | Foto: divulgação/PF
29 de outubro de 2026 – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Ubiquidade 2, para aprofundar as investigações sobre um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará. A ação foi realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social (MPS).
Ao todo, foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão e de busca pessoal em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. As diligências ocorreram em Maracanaú, Pacatuba, Itaitinga e Maranguape, conforme determinação da 34ª Vara Federal, Subseção Judiciária de Maracanaú.
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A operação é um desdobramento da primeira fase da Operação Ubiquidade, deflagrada em 12 de setembro de 2024. O inquérito policial busca esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa que teria liberado indevidamente benefícios previdenciários nos sistemas do INSS para viabilizar a contratação de empréstimos consignados.
Segundo a Polícia Federal, os valores dos empréstimos eram posteriormente descontados dos pagamentos recebidos pelos beneficiários. A investigação apura possíveis irregularidades na concessão dos benefícios e na utilização dos dados dos titulares.

Durante a etapa inicial da operação, os investigadores identificaram duas funcionárias da Agência da Previdência Social de Maracanaú suspeitas de liberar benefícios sem o conhecimento e a autorização dos respectivos titulares.
O material apreendido naquela ocasião, somado aos depoimentos coletados durante a investigação, permitiu identificar outros possíveis integrantes do grupo. Nesta nova fase, um dos mandados foi cumprido no local de trabalho de um dos investigados.
Durante as diligências desta quinta-feira, os agentes apreenderam celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, comprovantes de transações financeiras e anotações, entre outros materiais.
Os itens recolhidos serão analisados para auxiliar na identificação de outros envolvidos e esclarecer a dimensão do suposto esquema criminoso.
De acordo com a Polícia Federal, as condutas investigadas podem configurar, em tese, crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e invasão de dispositivo informático, entre outros.
As investigações continuam, com a análise do material apreendido e a realização de novas diligências para identificar os demais integrantes do grupo.
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