

Documentário “A Tropa de Goiânia!” apresenta a história e os bastidores do eletrofunk, movimento musical que ganhou projeção nacional. | Foto: divulgação
30 de outubro de 2026 – O eletrofunk, gênero musical que surgiu na periferia de Goiânia e conquistou espaço no cenário nacional, será tema do documentário “A Tropa de Goiânia!”. Dirigido por João Lucas Ribeiro e Iuri Moreno, o longa-metragem estreia nos cinemas em 12 de novembro. O trailer já está disponível no perfil oficial da produção no Instagram.
Com 70 minutos de duração, o filme apresenta a história e os bastidores do movimento, mostrando como a mistura de batidas eletrônicas do house com elementos do funk ultrapassou as fronteiras da cena local e se transformou em um fenômeno do entretenimento brasileiro.
A produção reúne depoimentos de artistas, produtores e empresários que participaram da construção do gênero, além de imagens dos bastidores de grandes eventos ligados ao eletrofunk.
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Um dos objetivos do longa é contar a trajetória do eletrofunk a partir da perspectiva de quem ajudou a desenvolver o movimento. Para o diretor Iuri Moreno, a produção também representa uma oportunidade de valorizar a cultura e o audiovisual produzidos em Goiás.
“A gente quis contar a história do eletrofunk a partir de quem construiu esse movimento. É uma cultura que nasceu na periferia de Goiânia, cresceu muitas vezes à margem dos grandes meios e hoje alcança milhões de pessoas pelo Brasil. Para nós, é motivo de muito orgulho poder contar essa história a partir de Goiás, por uma produtora goiana e com uma equipe majoritariamente goiana”, afirma.
Moreno também destaca a importância do incentivo público para a realização do projeto. O documentário foi produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo, que possibilitou a contratação de profissionais do estado e a realização do longa-metragem.
O diretor João Lucas Ribeiro ressalta a relevância dos personagens retratados e o potencial do gênero para representar a música produzida em Goiás.
“O eletrofunk é um movimento de música genuinamente goiano, popular, e que cada vez mais ganha espaço. Os personagens são de uma riqueza ímpar e mostrar esta cena para o Brasil foi urgente para mim, quando decidi me empenhar neste projeto. É a nova música de Goiás com potencial para nos representar. É o funk goiano!”, avalia.
O documentário destaca a influência da Abelvolks, uma das principais equipes de som automotivo do país, na formação e popularização da cultura do eletrofunk.
Entre os artistas que participam da produção estão Dan Better, DJ Brenno Paixão, DJ Fabrício Rodrigues, DJ Índia, DJ Jiraya Uai, DJ Junim Dantes, DJ Low, DJ Tubas, DJ Vinícius Cavalcante, Maaju, MC Jacaré, MC Lozin e Wam Baster.
Também integram o filme o produtor musical Nadir Netto, os empresários Glauber Silva e Silvibel Silva, da Abelvolks, e Santiago Maia, da Sam Music.
A distribuição é da Caolha Filmes, que também assina a produção em parceria com a Fósforo Cultural e a Matuta Produções.

O eletrofunk tem origem na cultura do som automotivo em Goiás e mantém uma ligação histórica com a Abelvolks, empresa especializada no segmento fundada em 1967. As festas promovidas pela companhia durante a década de 1990 contribuíram para popularizar a marca e fortalecer a cena musical.
O gênero ganhou ainda mais força durante a pandemia de Covid-19, impulsionado pelo lançamento do álbum “22 Eletro Funk Especial de Quarentena”, do DJ Wam Baster.
Em 2023, a Assembleia Legislativa de Goiás realizou uma sessão solene em homenagem a DJs e produtores do movimento. A iniciativa representou um reconhecimento institucional da cena e ajudou a ampliar a visibilidade do gênero.
Atualmente, Goiânia é um dos principais polos do eletrofunk no Brasil. Entre os artistas que alcançaram projeção nacional está MC Jacaré, que, segundo os dados apresentados pela produção, reúne 15 milhões de ouvintes mensais no Spotify e 3,1 milhões de seguidores no Instagram.
A música produzida em Goiás também ultrapassou as fronteiras brasileiras, com apresentações de artistas do gênero na Inglaterra, em Portugal e nos Estados Unidos.
João Lucas Ribeiro é produtor cultural e idealizador dos festivais Vaca Amarela, La Bomba Latina e Grito Rock. Fundador do coletivo Fósforo Cultural, atua há mais de 20 anos na cena musical brasileira. Radialista, músico e jornalista, atualmente trabalha como produtor da Rádio MOOV FM. “A Tropa de Goiânia!” é o primeiro longa-metragem que dirige.
Iuri Moreno é sócio da Caolha Filmes, produtora goiana na qual atua como diretor, produtor executivo e roteirista. Em 2023, recebeu o troféu Grande Otelo, concedido pela Academia Brasileira de Cinema, pelo curta-metragem “A Menina Atrás do Espelho”. Com obras produzidas pela Caolha, participou de mais de 500 festivais de cinema no Brasil e no exterior. Também é um dos idealizadores do festival de animação Lanterna Mágica.
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Tags: eletrofunk, A Tropa de Goiânia, documentário brasileiro, cinema nacional, cinema goiano, música brasileira, funk, cultura goiana, Goiânia, João Lucas Ribeiro, Iuri Moreno, Abelvolks, MC Jacaré, audiovisual, Portal Terra da Luz