logocombalaoadireita-peqlogocombalaoadireita-peqlogocombalaoadireita-peqlogocombalaoadireita-peq
  • Página Inicial
  • Notícias
  • Economia & Negócios
  • Turismo
  • Destaques
  • Artigos
  • Contato
✕
Mega-Sena acumula e próximo prêmio vai a R$ 16 milhões
Loterias: Mega-Sena acumula e próximo prêmio vai a R$ 16 milhões
14/06/2026
Política: Alcolumbre trava agenda do governo no Senado
Política: Alcolumbre trava agenda do governo no Senado
14/06/2026
Exibir tudo

Opinião: Como a China combate ao crime organizado?  Por Allan Gallo, professor de Economia e Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

Opinião: Como a China combate ao crime organizado? 

Artigo analisa como Pequim enfrenta o crime organizado e compara a estratégia chinesa ao debate sobre PCC e Comando Vermelho no Brasil | Ilustração feita com auxílio de IA

14 de junho de 2026 – Nos últimos dias, os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão reacendeu um debate que já existe há anos no Brasil. De um lado, especialistas argumentam que essas facções não se enquadram na definição clássica de terrorismo, tradicionalmente associada ao uso da violência para desestabilizar governos, alterar regimes políticos ou impor objetivos ideológicos por meio do medo. De outro, há quem sustente que o PCC e o CV já ultrapassaram os limites de organizações criminosas convencionais, exercendo influência sobre territórios, mercados ilegais, processos eleitorais e até setores do próprio aparelho estatal.

A controvérsia ganhou dimensão internacional quando o governo chinês decidiu comentar a medida adotada por Washington. A reação de Pequim foi particularmente interessante porque revela como uma das maiores potências do mundo enxerga a relação entre soberania nacional, segurança pública e combate ao crime organizado.

A China, por meio da porta-voz de seu Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, criticou a decisão americana e reafirmou um dos pilares de sua política externa: a não interferência nos assuntos internos de outros países. Apesar do que possam alegar os setores mais ideologizados do debate, a declaração não representa apoio às facções brasileiras, mas a aplicação de uma doutrina diplomática consolidada desde a década de 1950, segundo a qual cada Estado deve ser responsável por enfrentar seus próprios desafios de segurança, sem intervenção externa ou classificações impostas unilateralmente por potências estrangeiras.

>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<

Apesar disso, a declaração chinesa levanta uma questão interessante: se Pequim considera que o combate ao PCC e ao CV deve ser conduzido pelo próprio Brasil, como a China enfrenta o crime organizado dentro de suas fronteiras? Será que o Brasil poderia aprender algo com a experiência chinesa?

A legislação chinesa trata organizações criminosas como ameaças à estabilidade social e à autoridade do Estado. O próprio conceito de crime organizado utilizado pelo país vai além do simples cometimento de delitos lucrativos. O foco está na existência de estruturas capazes de intimidar comunidades, controlar mercados, corromper autoridades ou estabelecer formas paralelas de poder. Para o Império do Meio, o problema não é apenas o crime, mas a construção de centros autônomos de autoridade.

Especialmente desde a grande campanha nacional iniciada em 2018, a China mantém operações permanentes de combate ao crime organizado. Polícia, procuradores, tribunais e órgãos do Partido Comunista atuam de forma coordenada em operações nacionais. Quando uma organização é identificada, a investigação não procura apenas os executores, mas também policiais, juízes, funcionários públicos e dirigentes locais suspeitos de protegê-la. Na visão chinesa, uma facção só se torna realmente perigosa quando consegue capturar partes do próprio Estado, algo que, diga-se de passagem, os brasileiros experimentam com relativa frequência em cidades tomadas pelo tráfico.

Em certa medida, a estratégia chinesa também busca atingir a base econômica das organizações criminosas, algo semelhante ao que os Estados Unidos procuram promover em suas iniciativas internacionais de combate ao crime organizado. Contas bancárias são congeladas, imóveis e empresas são confiscados e recursos financeiros são apreendidos. Essa estratégia parte da premissa de que organizações criminosas sobrevivem menos pela força das armas do que pela capacidade de movimentar dinheiro, corromper agentes públicos e financiar novas operações.

Além do processo de asfixia econômica, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento financeiro, cruzamento de bases de dados e ferramentas de inteligência artificial são amplamente utilizados para rastrear suspeitos e identificar redes criminosas. É claro que existe um trade-off importante entre privacidade, uso de dados e maior agilidade e efetividade no combate ao crime, mas as prioridades chinesas sempre foram muito claras ao longo de sua história. Nos últimos anos, o foco tem se deslocado das máfias tradicionais para fraudes eletrônicas, golpes digitais, lavagem de dinheiro e organizações transnacionais que atuam a partir de países vizinhos, especialmente no Sudeste Asiático.

O governo chinês não combate apenas quadrilhas tradicionais; redes familiares ou grupos locais que acumulam controle sobre contratos, terras, crédito ou atividades econômicas também podem ser enquadrados como organizações criminosas caso passem a exercer influência coercitiva sobre a população. Há, portanto, um amplo espaço de discricionariedade do Estado. No entanto, o objetivo permanece o mesmo: impedir a formação de qualquer autoridade paralela.

O crime organizado continua existindo na China, manifestando-se principalmente por meio do tráfico, da corrupção, da lavagem de dinheiro e das fraudes financeiras. A diferença é que essas organizações encontram muito mais dificuldade para controlar territórios, desafiar abertamente o Estado ou construir estruturas permanentes de poder.

Independentemente da controvérsia sobre a classificação do PCC e do CV como grupos terroristas, a experiência chinesa interna sugere uma política bem menos liberal do que a doutrina de não interferência adotada em sua política externa. Para Pequim, o combate ao crime organizado não é apenas uma questão de segurança pública. Trata-se da preservação do monopólio estatal da autoridade e da prevenção de qualquer poder paralelo capaz de competir com o próprio Estado.


Allan Gallo, professor de Economia e Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE) e coordenador do Núcleo de Estudos sobre a China (NECH)


O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.


O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Portal Terra da Luz. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, ou um outro artigo com suas ideias, envie sua sugestão de texto para portalterradaluz.


Allan Galo | Foto: divulgação

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2025, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2025 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.


Leia também | João Fonseca vence na estreia de duplas em Halle

Esporte: João Fonseca vence na estreia de duplas em Halle

Tags: Portal Terra Da Luz, Allan Gallo, China, crime organizado, PCC, Primeiro Comando da Capital, Comando Vermelho, CV, Estados Unidos, organizações terroristas, facções criminosas, segurança pública, soberania nacional, política externa, não interferência, Mao Ning, Ministério das Relações Exteriores da China, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mackenzie, UPM, Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, CMLE, Núcleo de Estudos sobre a China, NECH, combate ao crime, facções no Brasil, terrorismo, narcotráfico, lavagem de dinheiro, inteligência artificial, reconhecimento facial, monitoramento financeiro, Estado, poder paralelo, geopolítica, direito, economia, opinião

Compartilhar

Artigos Relacionados

Expansão: Foodservice avança para além das capitais

Expansão de redes de alimentação para cidades médias e polos regionais acompanha mudanças no consumo e exige análise detalhada das características econômicas e comerciais de cada mercado | Foto: Imagem ilustrativa feita por IA

10/09/2026

Expansão: Foodservice avança para além das capitais Interiorização amplia oportunidades para redes de alimentação e exige análise de consumo, vocação regional e conhecimento de cada mercado. Por Eduardo Guerra


Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Portal Terra da Luz

Aqui você encontra o que precisa saber sobre a Economia, Turismo, Saúde, Educação, Pesquisa e Inovação, Cidadania e Política.

Parceiro externo:
Apostas Copa do Mundo

Mais energia para o Brasil

https://portalterradaluz.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Video-2026-05-15-at-16.56.42-1.mp4
✕

Redes Sociais

Categorias

  • Artigos
  • Curtas
  • Destaques
  • Economia & Negócios
  • Notícias
  • Principal
  • Turismo, Esporte e Eventos

Tags

Alexandre de Moraes Assembleia Legislativa do Ceará Banco Central Brasil Ceará Congresso Nacional Covid-19 Cultura Câmara dos deputados Donald Trump Economia economia brasileira Esporte Estados Unidos Fortaleza Futebol governo do Ceará Governo Federal inflação Jair Bolsonaro Justiça Lula Meio Ambiente Mercado financeiro Ministério da Saúde Música Negócios pandemia Polícia Federal Portal terra da luz Prefeitura de Fortaleza presidente Programação Rio de Janeiro SAUDE saúde Saúde Pública Segurança Pública STF Supremo Tribunal Federal sustentabilidade SÃO PAULO São Paulo Tecnologia Turismo

www.facebook.com/portalterradaluz

PORTAL TERRA DA LUZ

Portal Terra da Luz

Portal Terra da Luz

O Portal Terra da Luz é um site de notícias que reúne as informações mais relevantes de tudo o que acontece no Ceará, no Brasil e no Mundo. Aqui você encontra o que precisa saber sobre a Economia, Turismo, Saúde, Educação, Pesquisa e Inovação, Cidadania, Política, Segurança Pública, além dos principais encontros de negócios, capacitação profissional, eventos sociais, culturais e esportivos.

Siga as nossas Redes Sociais.

Editor Responsável

O editor responsável pelo Portal Terra da Luz é o jornalista Hermann Hesse, profissional reconhecido pela atuação na imprensa cearense desde 1990. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), atuou durante quase 20 anos na TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo, como repórter, produtor, editor, apresentador, editor-chefe do jornal mais importante e de maior audiência do Ceará, o CETV. Em 2011, assumiu a Coordenadoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e, dois anos depois, foi Coordenador de Comunicação Institucional da Prefeitura de Fortaleza. Em janeiro de 2019, assumiu a direção de Jornalismo do Grupo Cidade de Comunicação, onde atuou por 2 anos e meio. No dia 12 julho de 2021 colocou no ar a primeira notícia e, desde então, é o responsável por todos os conteúdos publicados no Portal Terra da Luz. Entre agosto de 2022 e agosto de 2025 atuou, paralelamente, como diretor de Jornalismo da Band Ceará, emissora ligada diretamente à cabeça de rede, em São Paulo.

Últimos comentários

  • 22/09/2026

    Giovanni Comentado em Justiça: Robinho reduz pena com estudos e leituras

  • 20/09/2026

    Energia: Aneel projeta alta de 9,4% na conta de luz – News Conect Inteligencia Digital Comentado em Energia: Aneel projeta alta de 9,4% na conta de luz

  • 15/09/2026

    Gleison Ferreira de souza Comentado em Apostas: MJSP regulamenta recuperação de mais de R$ 1 bilhão de bets ilegais

  • 11/09/2026

    Hermann Hesse Feitosa Alexandrino Comentado em Leilão: Casas Bahia leiloa 501 lotes de eletrodomésticos

  • 11/09/2026

    Adalberto Comentado em Leilão: Casas Bahia leiloa 501 lotes de eletrodomésticos

  • 11/09/2026

    Justiça: Fachin tira sigilo de investigações do Master – News Conect Inteligencia Digital Comentado em Justiça: Fachin tira sigilo de investigações do Master

Últimas Notícias

  • Ato por Isabelle Caracristi cobra respostas em Fortaleza0
    Justiça: Ato por Isabelle Caracristi cobra respostas em Fortaleza Manifestação ocorre nesta terça-feira (22), na Praça Luiza Távora, após morte da estudante de 22 anos
    22/09/2026
  • Cantor Rick e mais quatro morrem em queda de helicóptero0
    Acidente: Cantor Rick e mais quatro morrem em queda de helicóptero Destroços foram encontrados em área de difícil acesso na Serra de Santa Catarina
    22/09/2026
  • Namorado de Isabelle Caracristi é preso em Fortaleza0
    Segurança: Namorado de Isabelle Caracristi é preso em Fortaleza João Munhoz foi detido pela Polícia Civil por suspeita de interferir na investigação sobre a morte da estudante
    22/09/2026
  • Encontrados destroços de helicóptero com cantor Rick0
    Acidente: Encontrados destroços de helicóptero com cantor Rick Corpo de Bombeiros confirmou cinco mortes após aeronave desaparecer na Serra de Santa Catarina
    22/09/2026
  • Serra das Almas completa 26 anos de conservação da Caatinga0
    Meio ambiente: Serra das Almas completa 26 anos de conservação da Caatinga Reserva entre Ceará e Piauí protege 6.285 hectares, nascentes e espécies ameaçadas
    22/09/2026
  • Mendonça contesta Moraes e pede arquivamento de investigação0
    STF: Mendonça contesta Moraes e pede arquivamento de investigação Ministro afirma que relatórios da PF não têm valor probatório e questiona pedido para investigá-lo
    22/09/2026
© Portal Terra da Luz | Orgulhosamente desenvolvido por NAWEB Sistemas