

População ocupada também alcançou recorde histórico, com 103,6 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
30 de outubro de 2026 – A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor percentual registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
O resultado representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice ficou em 5,4%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual, já que a taxa de desocupação estava em 5,6%.
O desempenho também ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro. Pesquisa da agência Reuters apontava previsão de desemprego de 5,2% para o período.
Em números absolutos, o Brasil registrou 5,6 milhões de pessoas desocupadas entre julho e setembro. O contingente representa uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior, com 234 mil pessoas a menos procurando trabalho.
Na comparação anual, a queda foi de 6,9%, equivalente a 417 mil pessoas.
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Outro destaque da pesquisa foi o crescimento da população ocupada, que alcançou 103,6 milhões de pessoas no terceiro trimestre. É o maior contingente registrado desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.
O número representa aumento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 1,2%, o equivalente a 1,2 milhão de trabalhadores.
Os indicadores apontam para a expansão da ocupação no país, acompanhada pela redução do número de brasileiros sem trabalho.
Entre as atividades econômicas que contribuíram para o aumento da população ocupada, a construção civil apresentou um dos principais avanços.
O setor registrou crescimento de 2,8% no trimestre, com a incorporação de aproximadamente 210 mil trabalhadores. O resultado reforça a contribuição da atividade para a geração de empregos no período.
Outro indicador positivo foi o número de empregadores, que atingiu 4,5 milhões de pessoas, também o maior da série histórica. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior, com mais 184 mil pessoas, e avançou 6,4% na comparação anual.
O número de trabalhadores ocupados no setor público chegou a 13,2 milhões, estabelecendo novo recorde na série histórica.
O contingente permaneceu estável em relação ao segundo trimestre, mas apresentou crescimento de 2,5% na comparação com o mesmo período de 2025. O avanço corresponde à entrada de 317 mil trabalhadores.
Já o número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,4 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.
O levantamento também apontou estabilidade entre os empregados sem carteira assinada, que somaram 13,7 milhões, e os trabalhadores por conta própria, cujo contingente chegou a 26,1 milhões.
Entre os trabalhadores domésticos, o total foi de 5,4 milhões de pessoas.
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