

A Associação Cearense de Imprensa (ACI) promove neste sábado (17), em Fortaleza, a exposição “Memória do Jornalismo Sindical” e a exibição do clássico “Amarcord”, de Federico Fellini, dentro da programação do projeto Cinema, Café e Tapioca | Foto: Ilustração
14 de outubro de 2026 – A Associação Cearense de Imprensa (ACI), em parceria com a Metamorfose Comunicação, promove neste sábado (17), a partir das 8h, uma programação cultural que reúne memória, jornalismo e cinema. O evento contará com a exposição “Memória do Jornalismo Sindical” e a exibição do premiado filme Amarcord, do cineasta italiano Federico Fellini. As atividades acontecerão na sede da ACI, localizada na Rua Floriano Peixoto, 735, no Centro de Fortaleza.
A iniciativa integra a programação mensal do projeto cineclubista Cinema, Café e Tapioca, que promove encontros dedicados à valorização da sétima arte, à preservação da memória e ao debate de temas históricos, políticos e sociais.
Além da programação cinematográfica, o encontro pretende destacar a importância da comunicação desenvolvida pelas entidades sindicais na defesa dos direitos dos trabalhadores e no registro das transformações sociais.
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A mostra “Memória do Jornalismo Sindical” apresentará um conjunto de materiais jornalísticos e gráficos produzidos ou reunidos pela Metamorfose Comunicação ao longo dos últimos 20 anos.
O acervo inclui revistas, fotografias, jornais, panfletos, cartazes e outros documentos que ajudam a reconstruir a trajetória da comunicação sindical e sua contribuição para a organização dos trabalhadores.
O material registra diferentes momentos das lutas sindicais, campanhas de mobilização, conquistas trabalhistas e iniciativas de comunicação voltadas à conscientização e à defesa de direitos.
A proposta é preservar e compartilhar documentos que representam parte importante da história do movimento sindical e da imprensa especializada no Ceará.
Parte do material da exposição foi apresentada nesta semana no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT), no Ceará, durante o debate “Sindicalismo em Ação – Memória que inspira, igualdade que transforma e direitos que protegem”.
O encontro contou com a participação do presidente da Associação Cearense de Imprensa, Eliézer Rodrigues, e destacou a relevância da preservação da memória sindical como instrumento de valorização da cidadania e dos direitos sociais.
A exposição na sede da ACI dará continuidade à divulgação desse acervo, ampliando o contato do público com documentos e produções que marcaram diferentes períodos da comunicação sindical.
Após a abertura da exposição e o tradicional café com tapioca, a programação terá continuidade às 9h30 com a exibição de “Amarcord”, produção italiana de 1973 dirigida por Federico Fellini.
Considerado uma das obras mais importantes do cineasta, o longa-metragem apresenta um retrato afetivo, crítico e bem-humorado da sociedade italiana durante a década de 1930, período marcado pela ascensão e consolidação do fascismo no país.
A narrativa acompanha as experiências do adolescente Titta, interpretado por Bruno Zanin, e de outros moradores de uma pequena cidade italiana.
Por meio de situações cotidianas, personagens excêntricos e acontecimentos que misturam realidade, fantasia e lembranças, Fellini aborda temas como família, religião, educação, sexualidade, política e costumes.
O filme também apresenta uma crítica ao autoritarismo e às contradições sociais da Itália fascista, utilizando o humor e a memória como elementos centrais da narrativa.
O título “Amarcord” faz referência à expressão dialetal a m’arcord, que significa “eu me lembro”, utilizada na região da Emília-Romanha, no norte da Itália, onde Fellini nasceu.
Embora o diretor tenha rejeitado a classificação do filme como uma autobiografia, a obra apresenta elementos inspirados em suas lembranças da infância e adolescência na cidade de Rimini.
A produção ficou conhecida pelo estilo visual característico de Fellini, pela criação de personagens marcantes e pela trilha sonora composta por Nino Rota, colaborador frequente do diretor.
O figurino assinado por Danilo Donati também contribuiu para a construção da atmosfera nostálgica e fantasiosa que caracteriza a obra.
Lançado em 1973, “Amarcord” conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na cerimônia de 1975, consolidando sua posição entre os grandes clássicos do cinema mundial.
Na edição seguinte da premiação, em 1976, recebeu duas indicações: Melhor Direção, para Federico Fellini, e Melhor Roteiro Original, para Fellini e Tonino Guerra.
O longa também conquistou distinções importantes da crítica internacional e prêmios como o David di Donatello, na Itália.
A obra permanece reconhecida por sua relevância cinematográfica e pela maneira singular como combina lembranças pessoais, crítica política e representação dos costumes de uma época.
O projeto Cinema, Café e Tapioca promove sessões cinematográficas acompanhadas de debates, estimulando a troca de ideias e a reflexão sobre questões culturais, sociais e históricas.
Nesta edição, a programação estabelece uma conexão entre a memória registrada nos documentos do jornalismo sindical e a reconstrução de lembranças coletivas apresentada no filme de Fellini.
Ao reunir exposição, cinema e discussão, a Associação Cearense de Imprensa reforça seu papel como espaço de preservação da história da comunicação e de incentivo à circulação de produções culturais na capital cearense.
Após a exibição de “Amarcord”, os participantes poderão acompanhar um debate sobre a obra e os temas abordados pelo diretor italiano.
Evento: Exposição “Memória do Jornalismo Sindical” e projeto Cinema, Café e Tapioca
Data: Sábado, 17 de outubro de 2026
Local: Associação Cearense de Imprensa (ACI)
Endereço: Rua Floriano Peixoto, 735, Centro, Fortaleza (CE)
Programação:
8h: Café com tapioca e abertura da exposição “Memória do Jornalismo Sindical”.
9h30: Exibição do filme “Amarcord” (1973), de Federico Fellini, seguida de debate.
Realização: Associação Cearense de Imprensa (ACI) e Metamorfose Comunicação.
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