

Max Verstappen vence o GP do Bahrein na Malásia | Foto: Hasnoor Hussain/Reuters
04 de outubro de 2026 – A primeira corrida de Fórmula 1 no Circuito de Sepang em nove anos começou com chuva forte, atraso na largada, falhas mecânicas e muita indefinição antes mesmo de os carros disputarem posição na pista.
Apesar dos contratempos, o GP do Bahrein na Malásia foi realizado neste domingo (4) e terminou com vitória de Max Verstappen, da Red Bull.
O holandês encerrou um jejum de 15 Grandes Prêmios sem vencer. Kimi Antonelli, da Mercedes, ficou em segundo, enquanto Lewis Hamilton, da Ferrari, completou o pódio após uma prova de recuperação.
O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, terminou em 18º lugar.
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Verstappen conquistou a primeira vitória da temporada 2026 e encerrou a segunda maior seca da carreira.
O piloto não subia ao topo do pódio desde o GP de Abu Dhabi de 2025, última etapa do campeonato anterior.
Com o resultado, o tetracampeão mundial chegou a 72 vitórias na carreira.
A conquista também marcou o primeiro triunfo do motor Ford desde o retorno da fabricante à Fórmula 1, encerrando uma espera de 23 anos desde a vitória de Giancarlo Fisichella, com a Jordan, no GP do Brasil de 2003.
A corrida começou com uma sequência de problemas.
O temporal que atingiu Sepang atrasou a largada em 40 minutos. A chuva começou cerca de 30 minutos antes do horário original da prova, marcada para 4h pelo horário de Brasília.
A pista ficou tão encharcada que até o carro médico aquaplanou levemente.
Com a redução da chuva, a direção de prova tentou iniciar duas voltas de apresentação atrás do safety car, mas o procedimento foi abortado por falhas nos motores de vários pilotos.
Depois disso, houve mais 53 minutos de interrupção para que a Fórmula 1 verificasse se o erro de software nas unidades de potência não voltaria a acontecer.
Com a pista em melhores condições, a direção de prova autorizou novas voltas de alinhamento e descontou uma das 56 voltas originalmente previstas.
O GP do Bahrein foi realocado para a Malásia por causa da guerra no Oriente Médio, iniciada no começo deste ano.
O acordo entre os países, a Fórmula 1 e a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) definiu que o Bahrein seria o anfitrião e patrocinador da etapa.
Com isso, a Malásia voltou ao calendário após nove anos de ausência. A última corrida da categoria no país havia sido realizada em 2017.
Após 1h33 de espera, os carros deixaram os boxes para ocupar as posições definidas pela classificação de sábado.
Os pilotos adotaram estratégias diferentes de pneus. Alguns largaram com compostos macios, outros com médios e parte do grid optou pelos intermediários.
Pole position, Verstappen escolheu os pneus intermediários.
Hamilton largou com pneus macios, mesma escolha de Gabriel Bortoleto.
O holandês relatou muito spray na pista e orientou que a Red Bull permanecesse com os compostos de pista molhada.
Na terceira volta, Verstappen ficou lento no meio da pista, o que facilitou a ultrapassagem de Antonelli.
George Russell também passou pelo holandês, que ainda precisou se defender de Liam Lawson.
Hamilton, que havia largado em segundo, caiu várias posições e apareceu em décimo.
A confusão permitiu que Bortoleto, que já havia trocado pneus, subisse para 11º.
Com o avanço dos pilotos que estavam com intermediários, o início da prova teve mudanças importantes no top 10.

Na décima volta, Valtteri Bottas abandonou a corrida e provocou a entrada do safety car.
Vários pilotos aproveitaram o momento para trocar pneus.
Com a evolução das condições do asfalto, parte do grid passou a usar pneus slick.
Antonelli, então líder, optou pelos médios, assim como Russell.
Verstappen e Isack Hadjar colocaram pneus macios.
Bortoleto também escolheu os macios e voltou à pista em nono lugar, à frente de Oscar Piastri.
Na relargada, na 13ª volta, Verstappen colocou o carro lado a lado com Antonelli na primeira curva e manteve a pressão até assumir a liderança de forma definitiva na curva 3.
O italiano ainda foi ultrapassado por Russell, que seguiu próximo do tetracampeão.
Mais atrás, Hamilton ganhou posições e subiu para 13º.
Bortoleto teve contato com Carlos Sainz e chegou a ganhar uma posição, mas foi superado por Piastri.
O brasileiro voltou aos boxes na 16ª volta e, posteriormente, foi considerado culpado pelo incidente com Sainz, recebendo punição de 10 segundos, cumprida na volta 35.
Nas voltas seguintes, a prova se estabilizou.
Antonelli recuperou a vice-liderança ao superar Russell, mas não conseguiu reduzir a diferença para Verstappen.
Na parte final, um novo safety car virtual foi acionado após Alex Albon parar na pista com falha em sua Williams.
Mais adiante, Russell abandonou a corrida com suspeita de falha no motor, abrindo espaço para mudanças no pódio.
A prova foi retomada na volta 52 de 55.
Verstappen manteve a liderança, enquanto Hamilton pressionou Hadjar e conseguiu a ultrapassagem no 53º giro, garantindo o terceiro lugar.
Charles Leclerc também passou o francês e terminou em quarto.
Hamilton fez uma corrida de recuperação depois de cair para o fim do pelotão por largar com pneus de pista seca.
O heptacampeão avançou ao longo da prova, aproveitou as paradas dos rivais, ganhou posições com os abandonos e chegou ao pódio nas voltas finais.
Leclerc também conseguiu se recuperar e terminou em quarto, logo atrás do companheiro de Ferrari.
Gabriel Bortoleto começou a corrida entre os dez primeiros e chegou a ganhar posições durante as paradas dos rivais.
No entanto, o toque com Carlos Sainz na relargada da 13ª volta comprometeu a prova do brasileiro.
Após cumprir a punição de 10 segundos, o piloto da Audi perdeu terreno e ficou fora da disputa por um resultado melhor, encerrando o GP em 18º lugar.
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana.
O GP de Singapura será disputado no dia 11 de outubro, no Circuito de Marina Bay, como a 17ª etapa da temporada 2026.
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