

Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá, na Margem Equatorial. | Foto: Petrobras/Divulgação
02 de outubro de 2026 – A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. A área integra a chamada Margem Equatorial e está situada em águas ultraprofundas, onde a lâmina d’água chega a aproximadamente 2,9 quilômetros.
A companhia informou que a nova ocorrência foi identificada durante o avanço da perfuração para uma área mais profunda do poço. A Petrobras já havia comunicado a presença de petróleo no mesmo local em agosto.
Segundo a empresa, análises de rochas e de amostras de fluidos coletadas durante a perfuração confirmaram a descoberta. Os materiais serão submetidos a estudos laboratoriais para avaliar as características da ocorrência, estimar o volume de petróleo e verificar a viabilidade de uma eventual exploração comercial.
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A Petrobras destacou que o novo achado contribui para ampliar o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.
“A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”, afirmou a companhia em comunicado.
A descoberta, no entanto, não significa que a produção de petróleo esteja autorizada ou que a reserva já tenha sido dimensionada. A Petrobras ainda precisa concluir os estudos técnicos para determinar a quantidade de óleo existente e avaliar as condições para uma possível produção.
No caso da descoberta anunciada em agosto, a empresa informou que as análises realizadas indicaram petróleo de boa qualidade.
O poço Morpho está localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa de Oiapoque, no Amapá. A região faz parte da Margem Equatorial, área que reúne trechos do litoral brasileiro considerados de interesse para a exploração de petróleo e gás.
A Petrobras vem estudando a região como parte de sua estratégia para ampliar o conhecimento sobre novas fronteiras exploratórias. A empresa também considera a exploração de novas áreas como uma forma de ampliar suas reservas diante das perspectivas para a produção dos campos atualmente em operação.
A companhia informou que a perfuração e os estudos no bloco continuam. A próxima etapa envolve a análise dos dados obtidos e das amostras coletadas para estimar o potencial da ocorrência.
O avanço da exploração na Margem Equatorial também está condicionado ao processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A Petrobras solicitou autorização para a perfuração de novos poços na região. No bloco FZA-M-59, o planejamento prevê um poço principal e três poços contingentes.
A licença concedida em outubro de 2025 autorizou a perfuração do poço Morpho. Os demais poços ainda dependem da análise do órgão ambiental.
A exploração de petróleo na região é alvo de debates entre órgãos, pesquisadores e organizações ambientais. Cientistas, organizações não governamentais e entidades ambientalistas apontam possíveis impactos sobre ecossistemas, incluindo recifes e manguezais, além de riscos para a pesca artesanal e comunidades tradicionais.
Também existe discussão sobre a expansão da produção de petróleo diante das metas de transição para fontes de energia com menores emissões de carbono.
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