

Projeto científico com aprovação governamental utiliza georradar e análise de solo para investigar formação em formato de barco perto do Monte Ararat | Foto: reprodução/Noah's Ark Scans
29 de setembro de 2026 – Uma pesquisa arqueológica autorizada pelo governo da Turquia iniciou o mapeamento detalhado da Formação Durupınar, estrutura de 157 metros de comprimento localizada no distrito de Doğubayazıt, nas proximidades do Monte Ararat.
O local é apontado por pesquisadores ligados ao projeto e por grupos criacionistas como possível paradeiro da embarcação descrita na narrativa bíblica da Arca de Noé.
A investigação é conduzida por arqueólogos da Universidade Sivas Cumhuriyet, em parceria com o grupo Noah’s Ark Scans.
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Durante o anúncio do início dos trabalhos de perfuração, a diretora de marketing do projeto, Lauren Witzke, afirmou em redes sociais que o estudo poderá reescrever currículos universitários.
Segundo ela, as evidências obtidas no local também teriam impacto sobre debates científicos e religiosos.
“O darwinismo será destruído”, declarou Lauren Witzke.
A afirmação foi feita no contexto da divulgação do projeto, que ainda está em fase de investigação geofísica, análise de solo e planejamento de perfurações.
O projeto utiliza tecnologias não invasivas para investigar o terreno antes de qualquer escavação direta.
Entre os recursos empregados estão georradar (GPR), tomografia de resistividade elétrica (ERT), tecnologia LiDAR, escaneamento 3D e análises químicas do solo.
O objetivo é mapear possíveis estruturas abaixo da superfície e identificar materiais que possam ser incompatíveis com a geologia natural da região.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, os levantamentos iniciais indicaram a presença de estruturas subsuperficiais com ângulos retos.
Os pesquisadores também apontam a identificação de compartimentos semelhantes a salas, localizados a cerca de 9 metros de profundidade.
A equipe informou ainda que análises laboratoriais de amostras de solo coletadas em 2024 apontaram uma concentração de matéria orgânica quase três vezes maior no interior da formação em formato de barco, em comparação com o solo da área externa.
Os dados estão sendo utilizados como parte do conjunto de evidências avaliadas pelos pesquisadores.
Novas amostras de rochas e solo deverão continuar sendo submetidas a exames em laboratório.
A proposta é verificar a existência de elementos produzidos por ação humana ou de materiais que não correspondam às características geológicas esperadas para o local.
A Formação Durupınar foi exposta na década de 1940, após chuvas intensas e terremotos deslocarem grande volume de terra na região.
O formato semelhante ao de uma embarcação foi fotografado pela primeira vez em 1959 pelo capitão İlhan Durupınar, durante um voo de mapeamento da Força Aérea turca.
Uma expedição inicial, realizada nos anos 1950, chegou a utilizar escavadeiras e dinamite, mas encontrou apenas rochas.
As investigações foram retomadas na década de 1980 pelo explorador Ron Wyatt, quando foram captadas as primeiras imagens de radar do local.
Atualmente sob direção do professor Dr. Cenker Atila, o estudo também examina grandes blocos de pedra perfurados encontrados no povoado vizinho de Arzap.
Segundo os pesquisadores ligados ao projeto, essas estruturas poderiam ter funcionado como âncoras de arrasto, conhecidas como drogue stones, artefatos utilizados por embarcações de grande porte na antiguidade.
A interpretação ainda faz parte das hipóteses investigadas pela equipe.
De acordo com o Noah’s Ark Scans, o plano de trabalho prevê perfurações profundas e o envio de um robô para capturar imagens do interior do terreno.
A equipe informou que escavações arqueológicas diretas só deverão ser autorizadas após a conclusão dos testes geofísicos e de perfuração.
Até lá, a investigação seguirá concentrada em técnicas de mapeamento, análise de solo e verificação de possíveis evidências associadas à formação.
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