

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, na cidade de Nova Iorque, EUA | Foto: Brendan McDermid/Reuters
22 de setembro de 2026 – Países integrantes do Escudo das Américas assinaram, nesta terça-feira (22), um acordo para designar formalmente facções acusadas de narcotráfico como “ameaças compartilhadas”.
A medida inclui o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), além de outras organizações que atuam em diferentes países das Américas.
Segundo o documento, a primeira ação conjunta da aliança será voltada a 24 organizações classificadas como “organizações narcoterroristas transnacionais”.
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De acordo com a declaração, os países pretendem impor sanções conforme suas respectivas legislações e obrigações internacionais.
Entre as medidas previstas estão congelamento de bens, restrições de imigração, restrições de vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações, além de responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material aos grupos, incluindo suporte logístico.
A movimentação foi apresentada como um pedido direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com os países membros da aliança.
“Portanto, hoje, peço a todas as nações do Escudo das Américas que designem formalmente os narcoterroristas como ameaças comuns à estabilidade e apliquem sanções severas contra todas as 24 organizações terroristas estrangeiras designadas pelos EUA”, afirmou Donald Trump.
“Até eu chegar, ninguém designava nada. Vocês estavam por conta própria. Mas agora vocês não estão mais sozinhos”, acrescentou.
A declaração conjunta foi assinada por Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trindade e Tobago.
Segundo os países signatários, a medida tem como objetivo “fortalecer a resiliência do Hemisfério Ocidental” por meio dos três pilares do Escudo das Américas: econômico, segurança e coordenação multilateral.
Na declaração, os países também manifestaram a intenção de assinar um pedido conjunto ao presidente do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O objetivo é solicitar uma reunião de consulta sobre a criação de um Órgão de Consulta, nos termos dos artigos 6 e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, conhecido como Tratado do Rio.
Caso a reunião seja convocada, os países pretendem participar em nível ministerial para discutir a adoção de uma resolução que promova e facilite ações coletivas contra organizações classificadas como narcoterroristas.
Além do PCC e do Comando Vermelho, a lista inclui organizações que atuam em diferentes países das Américas.
Entre os grupos citados estão Mara Salvatrucha (MS-13), Trem de Aragua, Carteles Unidos, Cartel do Golfo, Nova Família Michoacana, Cartel do Nordeste, Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), Cartel de Sinaloa, Gran Grif, Viv Ansanm, Los Lobos, Los Choneros, Bairro 18, Cartel de Los Soles, Clã do Golfo, Assassinos Chone, Os Viagras, Cartel de Juárez, grupos dissidentes das FARC, ELN, Sendero Luminoso e Los Tiguerones.
O Escudo das Américas, também chamado de Coalizão das Américas contra os Cartéis, começou com 12 países membros e já reúne 19 integrantes.
O foco declarado da aliança é combater o narcotráfico e ampliar a cooperação regional contra grupos criminosos organizados.
A iniciativa também se relaciona à agenda de segurança na fronteira sul dos Estados Unidos, incluindo ações contra imigração ilegal.
A aliança atua principalmente por meio de compartilhamento de inteligência e operações militares conjuntas.
O modelo adotado foi inspirado em ações realizadas anteriormente pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.
“É esse modelo de operação que está agora servindo como exemplo para essas outras operações militares”, explicou a editora de Internacional da CNN Brasil.
Segundo as informações divulgadas, três países já concordaram em permitir o estacionamento de tropas americanas em solo latino-americano: Colômbia, Equador e Paraguai.
Outros países da região estariam em negociação para acordos semelhantes com os Estados Unidos.
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