

Ataque russo contra prédio utilizado como abrigo e centro de ajuda humanitária na região de Zaporizhzhia, na Ucrânia, deixou pelo menos 31 mortos e dezenas de desaparecidos. | Foto: Reuters
03 de novembro de 2026 – Pelo menos 31 pessoas morreram após a Rússia lançar nove bombas contra um prédio escolar em Komyshuvakha, no sudeste da Ucrânia. O local era utilizado como abrigo para civis e centro de distribuição de ajuda humanitária. Outras 48 pessoas estão desaparecidas após o ataque, segundo o governador regional, Mykhailo Semikin.
De acordo com Semikin, as vítimas estavam em um porão reforçado, construído recentemente com financiamento da União Europeia e projetado para resistir à maioria dos ataques. A intensidade das explosões, porém, provocou o desabamento da estrutura de concreto e deu início a um incêndio.
O abrigo foi construído no ano passado, como parte de uma iniciativa para permitir a continuidade das aulas durante a guerra. Com a aproximação dos combates à aldeia, muitos civis deixaram a região, e o prédio deixou de funcionar como escola. Desde então, passou a ser utilizado pelas autoridades locais como centro administrativo e ponto de distribuição de ajuda humanitária.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como “absolutamente horrível”.
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O bombardeio em Komyshuvakha ocorre em meio a uma sequência de ataques russos que atingiram áreas civis na Ucrânia.
No mês passado, pelo menos 33 pessoas morreram quando a Rússia atingiu dois ônibus civis em Kramatorsk, na região de Donetsk.
Em agosto, outras 38 pessoas morreram após um ataque de drone russo contra um depósito de munições próximo à capital ucraniana. A ofensiva provocou um grande incêndio e múltiplas explosões, que duraram horas em uma área residencial próxima a Kiev.
Já em julho, um ataque coordenado com mísseis russos contra a capital deixou 33 mortos em diferentes pontos da cidade.
O ataque contra Komyshuvakha, realizado na segunda-feira, seguiu um padrão já registrado em outras ofensivas: as forças russas lançam uma primeira onda de bombardeios, aguardam a chegada das equipes de emergência e, em seguida, realizam novos ataques.
Pelo menos dois socorristas morreram depois de se deslocarem até o local atingido inicialmente. Identificados como Denys Konovalenko e Oleksiy Sushchevsky, ambos tinham 44 anos.
A polícia ucraniana também confirmou a morte de pelo menos quatro agentes. Entre as vítimas estão Mykhailo Buzhenko e Mykola Balanda, que tinham mais de duas décadas de atuação policial, além de Mykhailo Romanov e Dmytro Besedin, policiais comunitários com mais de dez anos de serviço.
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