

O papa Leão XIV deverá receber alta do Hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (17), após apresentar recuperação satisfatória da cirurgia para retirada de um adenocarcinoma pulmonar. O Vaticano confirmou que o pontífice está apto a deixar a unidade e deverá rezar o Angelus neste domingo (18), na Praça de São Pedro | Foto: Vincenzo Livieri/Reuters
17 de outubro de 2026 – O papa Leão XIV deverá receber alta hospitalar na tarde deste sábado (17), quatro dias após passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno no pulmão direito. A informação foi confirmada pelo Vaticano, que divulgou um novo boletim médico indicando evolução satisfatória do quadro clínico do pontífice, de 71 anos. O retorno ao Vaticano está previsto para o início da tarde, após exames de sangue e de imagem confirmarem condições favoráveis à recuperação fora do hospital.
A decisão foi anunciada após avaliação dos médicos responsáveis pelo acompanhamento do papa no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, na Itália.
O diretor da Direção de Saúde e Higiene do Vaticano, Luigi Carbone, e o chefe da equipe de cirurgia torácica, Stefano Margaritora, informaram que os resultados dos exames realizados na manhã deste sábado permitiram considerar Leão XIV apto a deixar a unidade hospitalar.
“Considerando os resultados dos exames de sangue e do controle radiológico do tórax realizados esta manhã, bem como a avaliação do quadro clínico, o Santo Padre foi considerado apto a receber alta hospitalar”, informaram os médicos em comunicado divulgado pela Santa Sé.
A recuperação ocorre antes do prazo inicialmente previsto para a internação, estimado em aproximadamente uma semana.
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Com a previsão de retorno ao Vaticano, Leão XIV deverá realizar sua primeira aparição pública desde a cirurgia neste domingo (18).
Segundo a Santa Sé, o pontífice conduzirá a tradicional oração do Angelus da janela de seu apartamento no Palácio Apostólico, dirigindo-se aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
A celebração representa um sinal importante da retomada gradual das atividades papais, embora a equipe médica continue acompanhando sua recuperação.
Durante a internação, Leão XIV já havia retomado parte de sua rotina de trabalho, incluindo reuniões com auxiliares, contatos institucionais e celebrações religiosas realizadas no próprio hospital.
Na sexta-feira (16), o Vaticano divulgou as primeiras imagens do pontífice após a intervenção cirúrgica. Nas fotografias, ele aparece celebrando missa e permanecendo de pé sem auxílio.
O registro foi interpretado como mais um sinal de evolução favorável do pós-operatório.
Leão XIV foi submetido à cirurgia na terça-feira (13), após exames identificarem um nódulo suspeito no pulmão direito.
Durante o procedimento, que durou aproximadamente 90 minutos, os médicos removeram o lobo inferior do órgão por meio de uma técnica cirúrgica videoassistida.
A análise inicial do tecido retirado confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um dos tipos mais frequentes de câncer de pulmão.
Segundo o boletim médico divulgado na ocasião, a operação transcorreu sem complicações, e o papa despertou normalmente da anestesia, retornando ao quarto após um período de observação.
Desde então, a equipe médica vinha acompanhando a evolução clínica do pontífice por meio de exames laboratoriais, radiografias, fisioterapia respiratória e avaliações da capacidade de movimentação.
Na quarta-feira (14), os médicos já haviam informado que Leão XIV voltara a caminhar e a se alimentar normalmente.
Na quinta-feira (15), os exames mostraram recuperação satisfatória do pulmão operado e capacidade de realizar atividades cotidianas de forma autônoma.
O adenocarcinoma pertence ao grupo dos cânceres de pulmão de células não pequenas e está entre os tipos mais comuns de tumores malignos que atingem o órgão.
A doença pode ocorrer tanto em fumantes quanto em pessoas que nunca fumaram. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, a exposição à fumaça de cigarros, a poluição atmosférica e o contato prolongado com determinadas substâncias químicas.
Em alguns casos, o tumor pode crescer silenciosamente, sem provocar sintomas importantes nas fases iniciais.
Quando aparecem, os sinais podem incluir tosse persistente, falta de ar, dor torácica, presença de sangue no escarro, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente.
O tratamento depende principalmente do tamanho do tumor, de sua localização, das características das células cancerígenas e da eventual disseminação da doença para linfonodos ou outros órgãos.
Quando o câncer é identificado em estágio inicial, a cirurgia pode representar uma alternativa com finalidade curativa.
Entretanto, determinados pacientes também necessitam de tratamentos complementares, como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou medicamentos direcionados a alterações moleculares do tumor.
Apesar da evolução positiva do pós-operatório, o Vaticano ainda não informou o estágio do câncer diagnosticado em Leão XIV.
Também não foram divulgados detalhes definitivos sobre o tamanho do tumor ou a existência de comprometimento de linfonodos próximos.
Esses dados são fundamentais para determinar o prognóstico e orientar os próximos passos do acompanhamento oncológico.
O resultado da análise anatomopatológica completa do material retirado durante a cirurgia deverá fornecer informações importantes sobre as características do adenocarcinoma.
A avaliação poderá indicar se a retirada cirúrgica será considerada suficiente ou se haverá necessidade de tratamentos adicionais.
A alta hospitalar demonstra que o pontífice apresenta condições clínicas favoráveis para continuar a recuperação fora do hospital, mas não significa, por si só, a confirmação de cura do câncer.
O acompanhamento médico deverá continuar nas próximas semanas.
Apesar da cirurgia, a Santa Sé informou que os preparativos para a viagem apostólica de Leão XIV à América do Sul continuam em andamento.
O roteiro está previsto para ocorrer entre os dias 6 e 17 de novembro, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru.
A programação representa um dos compromissos internacionais mais importantes do pontífice neste ano.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou na sexta-feira (16) que poderá ser necessário ajustar o ritmo das atividades papais de acordo com as condições de saúde de Leão XIV.
A avaliação leva em consideração a recuperação da cirurgia e a necessidade de preservar as condições clínicas do pontífice durante deslocamentos e compromissos públicos.
Até o momento, o planejamento da viagem permanece, mas a realização integral da agenda dependerá da evolução médica e das orientações da equipe responsável pelo tratamento.
O estado de saúde de Leão XIV tem mobilizado manifestações de solidariedade de líderes religiosos, autoridades e fiéis em diferentes partes do mundo.
Desde a confirmação do diagnóstico de câncer, o Vaticano vem divulgando boletins médicos para informar sobre a evolução do tratamento e as condições clínicas do pontífice.
A previsão de alta neste sábado representa uma etapa importante da recuperação e abre caminho para o retorno gradual às atividades religiosas e administrativas.
A expectativa é que a oração do Angelus deste domingo marque o reencontro público de Leão XIV com os peregrinos na Praça de São Pedro.
A Santa Sé deverá continuar informando sobre o acompanhamento médico e eventuais adaptações na agenda do papa conforme sua recuperação.
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