

A atividade pode ser realizada em escolas, universidades e outros espaços de formação, nos formatos presencial e on-line. | Foto: divulgação
16 de outubro de 2026 – Escrever faz parte da rotina de estudantes, professores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas, mas transformar ideias em textos nem sempre é uma tarefa simples. A dificuldade para começar, o excesso de autocorreção e a busca por um resultado considerado perfeito podem gerar ansiedade e bloqueios. Para trabalhar essas questões, o escritor e pesquisador Jacinto Junior desenvolveu a oficina O Rio da Escrita, que pode ser realizada em escolas, universidades e outros espaços de formação.
Mestre em Cognição e Comportamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jacinto Junior reúne conhecimentos de psicologia, experiência literária e pesquisas sobre o comportamento de quem escreve. A iniciativa integra o projeto Parnaso e foi desenvolvida a partir de anos de estudos e práticas relacionados à produção textual.
A proposta é ajudar os participantes a compreender o próprio processo de escrita, identificar dificuldades e experimentar estratégias que tornem a atividade mais fluida e menos desgastante.
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O Rio da Escrita não é voltada ao ensino de um gênero textual específico. A metodologia busca desenvolver a relação dos participantes com o ato de escrever e pode atender desde estudantes que precisam produzir trabalhos acadêmicos até escritores e profissionais que utilizam textos em suas atividades cotidianas.
Um dos princípios da oficina é diferenciar o momento de escrever daquele dedicado à revisão. A proposta estimula os participantes a colocar as ideias no papel sem interromper continuamente a produção para corrigir frases, reorganizar parágrafos ou buscar a versão definitiva do texto.
A metodologia é organizada em etapas que incluem esqueleto e ideação, escrita livre, repouso do texto e edição final. A divisão permite concentrar a atenção em uma tarefa de cada vez, reduzindo a sobrecarga cognitiva provocada pela tentativa de planejar, escrever e revisar simultaneamente.
A oficina pode ser desenvolvida em instituições de ensino, com atividades voltadas à produção textual e à construção de hábitos de escrita.
Nas escolas, a proposta pode contribuir para que estudantes experimentem diferentes formas de organizar ideias e desenvolvam mais familiaridade com a escrita. Já no ambiente universitário, pode atender pessoas que enfrentam dificuldades para produzir artigos científicos, projetos, trabalhos acadêmicos e outros textos que exigem planejamento e organização.
A iniciativa também pode ser aplicada em empresas, bibliotecas, instituições culturais e projetos de formação nos quais a comunicação escrita tenha papel relevante.
Um dos diferenciais da atividade é o caráter prático. Depois de uma introdução sobre o processo de escrita, os participantes realizam exercícios orientados de produção contínua, com intervalos para observar e aplicar as estratégias apresentadas.
O formato também prevê momentos de escuta e compartilhamento de experiências, permitindo que os participantes reconheçam dificuldades comuns e conheçam outras maneiras de lidar com os desafios da produção textual.
Outro aspecto abordado por Jacinto Junior é a construção de hábitos que possam ser incorporados à rotina. Entre as estratégias apresentadas estão sessões breves de escrita, que podem ajudar quem acredita precisar de longos períodos livres para conseguir produzir.
A oficina também considera o isolamento frequentemente associado ao processo criativo. Ao criar um ambiente de acolhimento e troca, a atividade permite que os participantes compartilhem inquietações, dificuldades e experiências relacionadas à escrita.
A proposta é ampliar a compreensão sobre o processo criativo e mostrar que a produção textual pode ser desenvolvida por meio de práticas graduais, sem exigir que todas as ideias estejam organizadas antes do início da atividade.
“Escrever não precisa ser um processo doloroso, solitário ou repleto de ansiedade”, resume a apresentação da oficina.
O Rio da Escrita tem duração aproximada de três horas e, no formato presencial, necessita de um espaço com mesas ou carteiras para a realização dos exercícios.
A oficina também pode ocorrer remotamente, por meio do Google Meet, ampliando as possibilidades de participação de pessoas de diferentes localidades.
A iniciativa integra o projeto Parnaso, que divulga informações sobre a proposta em seu perfil no Instagram. Escolas, universidades e instituições interessadas em conhecer a oficina podem acompanhar as publicações do projeto para obter mais informações.
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