
Mudanças nos hábitos alimentares, na qualidade do sono e na prática de atividades físicas podem anteceder o ganho excessivo de peso | Foto: Magnific
14 de outubro de 2026 – A obesidade pode começar a se desenvolver muito antes de provocar alterações significativas na balança. Mudanças aparentemente simples na rotina, como dormir menos, passar mais tempo sentado, reduzir a prática de atividades físicas ou modificar os hábitos alimentares, podem contribuir gradualmente para o ganho de peso. No mês em que se celebra o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, especialistas alertam para a importância de reconhecer esses sinais e buscar acompanhamento médico antes que o problema se agrave.
O cenário brasileiro reforça a necessidade de atenção. Dados do Ministério da Saúde apontam que 62,6% dos adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal apresentavam excesso de peso em 2024. A prevalência da obesidade, condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de comprometer a saúde, passou de 20,2% em 2019 para 25,7% em 2024.
Os números integram o levantamento Vigitel Brasil 2006-2024, publicado em julho de 2026, e demonstram o avanço de uma das principais questões de saúde pública do país.
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Segundo a endocrinologista Ana Paula Pires Lázaro de Oliveira, da Clínica SiM, um dos principais desafios da prevenção está em compreender que a obesidade não surge repentinamente e não pode ser atribuída a uma única causa.
“O ganho de peso é resultado de um processo que pode envolver diversos fatores e que acontece ao longo do tempo. Mudanças no sono, na alimentação, na atividade física, além de fatores genéticos, hormonais, emocionais e ambientais, podem participar desse processo. Por isso, observar a mudança de comportamento e da rotina é importante antes mesmo de a pessoa perceber uma grande alteração na balança”, explica.
A especialista ressalta que avaliar somente o peso corporal não é suficiente para determinar as condições de saúde de uma pessoa.
Durante a consulta médica, é necessário considerar o histórico familiar, a composição corporal, os hábitos alimentares, a qualidade do sono, o nível de atividade física, o uso de medicamentos e a presença de possíveis alterações metabólicas.
“A prevenção não deve ser confundida com uma busca permanente por um determinado número na balança. O objetivo é identificar precocemente fatores que possam comprometer a saúde e avaliar cada paciente de forma individualizada. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, e o tratamento não pode ser reduzido à ideia de ‘comer menos e se exercitar mais'”, afirma Ana Paula.
Algumas alterações no comportamento e nos hábitos cotidianos podem ocorrer antes de um aumento expressivo do peso corporal.
Entre os sinais que merecem atenção estão o ganho gradual de peso ao longo dos meses, a piora persistente da qualidade do sono, a redução da disposição para atividades físicas e o aumento do tempo dedicado a comportamentos sedentários.
Mudanças no padrão alimentar também devem ser observadas, especialmente quando envolvem episódios frequentes de alimentação por impulso, dificuldade de reconhecer os sinais de fome e saciedade ou aumento do consumo de alimentos sem uma necessidade fisiológica identificável.
Outro aspecto importante é a repetição de dietas restritivas que provocam perda de peso temporária, seguida de recuperação dos quilos eliminados.
Essas situações, isoladamente, não significam que uma pessoa desenvolverá obesidade. Entretanto, quando persistem ou aparecem associadas, podem justificar uma avaliação profissional.
O enfrentamento da obesidade exige uma abordagem que ultrapassa a orientação alimentar e a recomendação de exercícios físicos.
Fatores hormonais, metabólicos, psicológicos, genéticos e ambientais podem interferir no peso corporal e influenciar a resposta aos tratamentos.
Segundo o médico Gabriel Girão Mendonça, pós-graduado em Endocrinologia e integrante da equipe do Programa Vida Leve, da Clínica SiM, a investigação precisa considerar as características individuais de cada paciente.
“Não existe uma única causa para o ganho de peso. Por isso, é importante avaliar cada paciente de forma individualizada e considerar fatores como metabolismo, alimentação, sono, rotina e alterações hormonais”, explica.
O acompanhamento multiprofissional permite identificar fatores que contribuem para o ganho de peso e estabelecer estratégias de cuidado compatíveis com a realidade e as necessidades de cada pessoa.
Além da redução de peso, quando indicada, o tratamento deve priorizar a melhora da saúde metabólica, a prevenção de doenças associadas e a manutenção dos resultados em longo prazo.
Como parte das iniciativas voltadas ao tratamento do excesso de peso e da obesidade, a Clínica SiM disponibiliza o Programa Vida Leve, uma jornada de acompanhamento de seis meses que integra endocrinologia, nutrição e psicologia.
A proposta começa com uma avaliação clínica individualizada, considerando histórico médico, hábitos alimentares, rotina, qualidade do sono e possíveis alterações metabólicas e hormonais.
Com base nessas informações, a equipe multiprofissional estabelece uma estratégia de cuidado e acompanha a evolução do paciente por meio de consultas presenciais nas unidades da Clínica SiM.
O programa também contempla exames e avaliações médicas durante o período de acompanhamento.
Quando existe indicação clínica, o médico responsável pode considerar a utilização de medicamentos como parte do tratamento, respeitando as necessidades e as condições de saúde de cada paciente.
Os medicamentos injetáveis utilizados no controle do peso, popularmente conhecidos como canetinhas emagrecedoras, também fazem parte das possibilidades terapêuticas para determinados pacientes.
Entretanto, seu uso exige avaliação e prescrição médica, considerando fatores como diagnóstico, histórico de saúde, possíveis contraindicações e objetivos do tratamento.
Esses medicamentos podem atuar em mecanismos relacionados ao apetite e à saciedade, mas não substituem o acompanhamento profissional nem a adoção de hábitos saudáveis.
A utilização sem orientação adequada pode provocar efeitos adversos e comprometer a segurança do tratamento.
Especialistas recomendam evitar a automedicação e buscar orientação individualizada antes de iniciar qualquer terapia medicamentosa para perda de peso.
O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, chama a atenção para a importância de identificar precocemente fatores que favorecem o desenvolvimento da doença.
Entre as medidas preventivas estão a manutenção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas, o cuidado com o sono e a redução do comportamento sedentário.
Também é importante observar alterações persistentes no comportamento alimentar e buscar assistência profissional quando necessário.
A prevenção não deve estar associada exclusivamente à aparência física, mas à promoção da saúde, à qualidade de vida e à redução do risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.
Para os especialistas, reconhecer mudanças na rotina e procurar acompanhamento antes do agravamento do quadro representa um caminho importante para prevenir complicações e promover resultados duradouros.
A Clínica SiM, integrante da SiMco – Healthcare Platform, é uma rede de clínicas de saúde acessível com atuação nos estados do Ceará, Pernambuco e Bahia.
Com mais de 230 mil beneficiários ativos, conforme informações institucionais, a empresa desenvolve serviços voltados à ampliação do acesso à assistência médica, combinando atendimento multiprofissional, inovação e iniciativas de inclusão em saúde.
Programa Vida Leve – Clínica SiM
Atendimento: Acompanhamento multiprofissional para controle do peso, com endocrinologia, nutrição, psicologia e exames.
Duração do programa: Seis meses.
Modalidade: Atendimento presencial em unidades participantes da Clínica SiM.
Abrangência da rede: Ceará, Pernambuco e Bahia.
Informações e agendamentos: 0800 357 6060.
Site: www.clinicasim.com
Unidades e endereços: Consulte a unidade mais próxima.
WhatsApp: Atendimento disponível pelos canais digitais oficiais da clínica.
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O Quiosque Social do Instituto JCPM, realizado em parceria com os shoppings RioMar Fortaleza e RioMar Kennedy, já beneficiou 74 instituições e arrecadou mais de R$ 1,5 milhão para projetos sociais desde 2015. As inscrições para novas organizações interessadas em participar da iniciativa em 2027 estão abertas | Foto: Nicolás Leiva/Divulgação