

Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026 | Foto: José Cruz/Agência Brasil
27 de setembro de 2026 – Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores registrados em 134 países. O número representa pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões de eleitores do país.
Os brasileiros que vivem fora do Brasil votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
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O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo nos últimos anos.
De 2010 a 2026, o aumento foi de 358%.
Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados no exterior. O total subiu para 354 mil em 2014, chegou a 500 mil em 2018 e alcançou quase 700 mil em 2022.
Para as eleições de 2026, o contingente se aproxima de 1 milhão de pessoas.
De acordo com o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades no exterior.
As seções funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços.
A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, é uma das brasileiras que votarão fora do país.
Estudante de mestrado na University of Niagara Falls, ela mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025.
Esta será a primeira vez que Victoria participará de uma eleição brasileira no exterior.
“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, disse ela à Agência Brasil.
Para votar, Victoria e outros amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.
Segundo ela, a experiência de morar fora reforçou seu vínculo com o Brasil.
“Fiquei mais patriota e orgulhosa do próprio país”, afirmou. “Quem mora fora sabe disso porque compara.”
Os países com maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos, com 265,4 mil; Portugal, com 134,7 mil; Japão, com 88,3 mil; Canadá, com 46,4 mil; e Alemanha, com 41,5 mil.
Esses países concentram parte expressiva do eleitorado brasileiro residente fora do território nacional.
Segundo o TSE, as mulheres representam 57% dos eleitores brasileiros registrados fora do país.
Os homens correspondem a 43%.
Quanto ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% do total. Os casados representam 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%.
O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% desse eleitorado.
Em relação à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução registrados.
Os que concluíram o ensino médio representam 29%, enquanto aqueles com ensino superior incompleto correspondem a 13%.
Os eleitores com ensino médio incompleto somam 10%, seguidos pelos que têm ensino fundamental completo, com 5%; ensino fundamental incompleto, com 3%; e pelos que apenas sabem ler e escrever, com 1%.
Quanto à faixa etária, o maior grupo é formado por eleitores de 40 a 44 anos.
Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.
Victoria afirma que a polarização política brasileira também é percebida entre os brasileiros que vivem no exterior.
“Em geral, as pessoas que vêm ao Canadá têm melhores condições financeiras e, por isso, tendem a ser mais conservadoras. Mas há também muitos jovens por aqui que, em geral, são mais progressistas e costumam votar na esquerda”, avaliou.
Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou por meio do aplicativo e-Título.
Segundo o TSE, não haverá mesas exclusivas para justificativa.
“Não haverá mesas exclusivas para justificativa. O procedimento presencial poderá ser realizado apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica”, informou o Tribunal.
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