

Golpes digitais utilizam sites falsos, WhatsApp e redes sociais para induzir vítimas a fornecer dados ou realizar transações financeiras. | Foto: divulgação
24 de setembro de 2026 – Golpes de engenharia social com abordagens cada vez mais sofisticadas e personalizadas estão entre as principais ameaças enfrentadas por consumidores no ambiente digital. Um levantamento do Santander aponta que os golpes envolvendo sites falsos, WhatsApp e redes sociais foram os três tipos mais comunicados por clientes da instituição no primeiro semestre de 2026.
Segundo o banco, os criminosos utilizam diferentes estratégias para se passar por instituições, empresas, familiares ou profissionais de atendimento. Entre as abordagens estão mensagens pelo WhatsApp, páginas que imitam sites legítimos e contatos que simulam o atendimento de gerentes ou centrais bancárias.
De acordo com Leandro Granja, CISO do Santander, o avanço dos golpes de engenharia social aumentou o desafio de proteger os clientes no momento em que uma fraude está sendo executada.
“Por isso, o Santander passou a atuar também no momento exato da decisão do cliente, com alertas preventivos durante transações sensíveis e mecanismos adicionais de confirmação de compras e pagamentos. É uma forma de tirar o cliente dessa hipnose e não cair no golpe”, explica.
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O levantamento também chama atenção para a evolução do golpe da falsa central. Entre as novas estratégias estão mensagens pelo WhatsApp que simulam procedimentos como “prova de vida”, bloqueio do ID Santander ou validações de segurança.
“Esse tipo de golpe evoluiu significativamente em sofisticação, combinando técnicas de persuasão com uso de dados e simulação de atendimento legítimo”, alerta Granja.
O banco afirma que utiliza tecnologias como inteligência artificial, machine learning, biometria comportamental, análise de transações em tempo real, identificação de sinais de dispositivos e monitoramento contínuo para prevenir fraudes.
Entre as ferramentas citadas estão a biometria facial com inteligência artificial, mecanismos de autenticação, alertas de segurança nos aplicativos Santander e Santander Empresas e sistemas de confirmação de compras suspeitas por WhatsApp, push ou SMS.
Conforme o levantamento do Santander, os cinco tipos de golpes mais contestados por clientes no primeiro semestre de 2026 foram:
Site falso
Criminosos criam páginas que imitam sites de bancos, lojas, plataformas de streaming e outros serviços para obter informações ou induzir vítimas a realizar pagamentos.
Para se proteger, é importante desconfiar de promoções muito vantajosas, conferir a oferta diretamente no site ou aplicativo oficial da empresa e evitar links ou anexos enviados por contatos desconhecidos. Antes de inserir dados, também é necessário verificar se o endereço eletrônico corresponde ao site oficial.
Golpe do WhatsApp
Nesse tipo de fraude, criminosos utilizam fotos de familiares ou conhecidos para criar perfis falsos e pedir transferências via Pix. Geralmente, alegam ter trocado de número e apresentam uma situação de emergência para pressionar a vítima.
A recomendação é confirmar a identidade da pessoa por ligação telefônica antes de realizar qualquer transferência. Também é importante ativar a confirmação em duas etapas no WhatsApp e não agir sob pressão diante de pedidos urgentes de dinheiro.
Golpes pelas redes sociais
Perfis legítimos podem ser invadidos ou utilizados como referência para divulgar ofertas falsas, supostas oportunidades de ganhos, produtos com preços muito abaixo do mercado e links fraudulentos.
A orientação é desconfiar de promessas de ganhos rápidos e de ofertas consideradas boas demais para ser verdade. No caso de anúncios patrocinados, a recomendação é verificar a promoção diretamente no site oficial da empresa.
A autenticação em duas etapas também deve ser ativada nas redes sociais para dificultar o acesso de terceiros às contas.
Falso investimento
Os criminosos apresentam propostas de investimentos aparentemente muito lucrativos por meio de WhatsApp, redes sociais, e-mail e outros canais. Em alguns casos, podem se passar por funcionários de bancos ou corretoras e utilizar informações pessoais das vítimas para tornar a abordagem mais convincente.
Promessas de dinheiro rápido e fácil devem ser avaliadas com cautela. Antes de investir, é recomendável analisar a proposta, verificar a instituição responsável e consultar fontes oficiais, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Falsa central
Nesse golpe, criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras e informam à vítima que existem movimentações suspeitas na conta. Em seguida, orientam a realização de procedimentos ou transações para supostamente cancelar operações.
O Santander alerta que não solicita transações para cancelar compras suspeitas ou Pix indevidos. A instituição também afirma que não realiza ligações para pedir senhas, códigos de segurança, dados de acesso, códigos de validação do ID Santander ou procedimentos de atualização que exijam essas informações.
O cliente também deve desconfiar de orientações para realizar procedimentos em caixas eletrônicos e nunca fornecer dados pessoais ou bancários a terceiros.
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